Analista: EUA não têm ferramentas reais para eliminar Bashar Assad

© Sputnik / Valery MelnikovMoradores de Damasco segurando o retrato do presidente sírio, Bashar Assad
Moradores de Damasco segurando o retrato do presidente sírio, Bashar Assad - Sputnik Brasil
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O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, afirmou que a liderança da família do presidente sírio, Bashar Assad, está acabando. O especialista em Oriente Médio Dmitry Egorchenkov, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentou essa declaração.

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Os EUA querem ver a Síria unida, mas para o presidente Bashar Assad não há lugar no governo, a liderança de sua família está acabando, afirmou o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, depois do encontro com Staffan de Mistura, enviado especial da ONU para a Síria, em Genebra.

"Os EUA querem [ver] uma Síria unida, inteira, sem papel algum do [presidente] Bashar Assad no governo", citou as palavras de Tillerson a agência Reuters.

"O governo da família Assad está acabado, a única questão é como isso pode ser realizado", afirmou o secretário de Estado.

Também foi comunicado que, durante o encontro, Tillerson afirmou que os EUA apoiam o reinício do processo de resolução pacífica da crise síria em Genebra.

O especialista em Oriente Médio Dmitry Egorchenkov, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, assinalou que os norte-americanos mudaram mais de uma vez sua posição em relação à Síria e ao líder do país árabe. Assim, ainda na primavera os EUA afirmaram que a demissão de Bashar Assad já não é uma prioridade deles.

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"Ultimamente, os políticos norte-americanos têm declarado tal quantidade de afirmações contraditórias, que isso já não tem graça. Em minha opinião, neste caso, Tillerson quer dizer que durante o processo político que se irá desenvolver no país, quaisquer que sejam as circunstâncias, especialmente depois de a fase ativa da operação terrorista estar terminada, com o tempo, como pensam os norte-americanos, Assad irá perdendo as alavancas do poder. Que logo outros políticos, que correspondem mais aos padrões de Washington, o substituirão", disse Dmitry Egorchenkov.

Enquanto isso, o especialista não descartou a possibilidade de Washington poder ter determinados planos para usar outras forças para derrotar Assad. Contudo, de acordo com Egorchenkov, os EUA não têm ferramentas reais para realizá-los.

"Pode ser que eles tenham alguns planos preliminares de apoio a vários líderes políticos, que poderão ser de algumas estruturas relativamente pró-governamentais. Os norte-americanos nunca colocam todos os ovos na mesma cesta. Eles colaboram com diferentes forças. Mas é evidente que agora os EUA não têm ferramentas reais para eliminação de Assad pela força. A situação se diferencia completamente da que havia em 2015. Hoje em dia, até a sociedade síria vive outro paradigma, de acordo com estimativas, a quantidade de pessoas que apoiam Assad é mais alta que a das que não o apoiam. Quer dizer, o conflito uniu os sírios, especialmente quando foi revelado que ele não era apenas interno, mas que foi provocado por forças externas", ressaltou Dmitry Egorchenkov.

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