Teriam curdos destruído tanque estadunidense com míssil chinês dos anos 70?

© AP Photo / Khalid MohammedTanques dos EUA Abrams
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Primeiro, os especialistas acreditavam que o tanque M1A1M Abrams de produção norte-americana tinha sido destruído por um míssil antitanque franco-alemão MILAN. No entanto, uma análise posterior indicou que o ataque foi realizado com outro míssil.

Segundo o portal War is Boring, o incidente ocorreu em 20 de outubro de 2017, quando as Forças Armadas do Iraque entraram no território do Curdistão iraquiano para expulsar as forças peshmerga da província de Kirkuk. Os curdos conseguiram destruir o tanque, pertencente ao exército iraquiano, em um dos enfrentamentos.

Os curdos peshmerga - Sputnik Brasil
Peshmerga destroem um M1A1 Abrams iraquiano (VÍDEO)
Entretanto, os peshmerga e o Ministério da Defesa alemão não confirmaram a utilização do míssil antitanque MILAN, entregue aos peshmerga pela Alemanha para combater o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia). Além disso, uma análise dos danos provocados indica que o mais provável é que o tanque tenha sido atingido por um míssil Hongjian 8 (HJ-8) de produção chinesa.

Oficialmente, Pequim não vende estes sistemas de mísseis aos peshmerga, mas especialistas dizem que os curdos poderiam tê-los obtido nos armazéns conquistados ao Daesh. Os jihadistas, por sua vez, poderiam ter aproveitado os sistemas HJ-8 da oposição armada síria, adquiridos pelo Qatar.

O War is Boring sublinha que o míssil HJ-8 foi lançado pela primeira vez na China nos anos 70 do século passado e o fato deste ter podido destruir um tanque Abrams mostra que os sistemas de defesa dos principais tanques norte-americanos estão obsoletos e precisam ser modernizados.

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