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'Os que morrem têm sorte': verdade sobre campos de detenção horríveis da Coreia do Norte?

© Sputnik / Sergey Pyatakov / Abrir o banco de imagensZona desmilitarizada da Coreia
Zona desmilitarizada da Coreia - Sputnik Brasil
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Centenas de milhares de pessoas estão se definhando nos campos de concentração. As condições mínimas de sobrevivência são negadas pelo regime de Kim Jong-un.

O relatório da Subcomissão de Direitos Humanos na Coreia do Norte (HRNK) que se baseia nas imagens de satélite revela uma rede extensa de campos de concentração para os prisioneiros políticos e outros indivíduos identificados como inimigos de Estado. 

Estas instalações onde "trabalho forçado, desnutrição, cuidados médico-farmacêuticos insuficientes e condições de higiene precárias provocam mortes de milhares de prisioneiros anualmente" se localiza em todo o país, de acordo com o relatório de David Hawk, especialista em Coreia do Norte, informa o The National Interest

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O relatório da Comissão de Inquérito das Nações Unidas para o ano de 2014 concluiu que de 80 a 120 mil pessoas estão aprisionadas em tais campos. 

"Desnutrição e inanição devido às rações alimentares abaixo do nível de subsistência, trabalho árduo forçado, condições brutais e desumanas, grande quantidade de mortos e inúmeros crimes contra a humanidade" são as características definidoras de todos estes campos de concentração, segundo revelou o relatório da HRNK.

Muitos prisioneiros políticos e indivíduos acusados de cometer crimes contra o Estado são condenados a viver nas prisões, frequentemente junto com as três gerações das suas famílias.

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Regularmente eles são condenados por atividades que não são consideradas ilícitas em outros países como, por exemplo, cantar uma música sul-coreana, destaca o The National Interest. 

"Os que morrem têm sorte", declarou a ex-guarda de um campo de concentração norte-coreano Lim Hye-jin, a primeira a falar abertamente. Ela falou de estupros, torturas, abusos e execuções públicas. 

Num caso especifico um guarda puniu uma mulher porque ela o irritava. Ela contou também sobre os dois irmãos que conseguiram fugir da prisão após 7 membros de sua família serem assassinados pelos guardas da prisão e que outros prisioneiros eram severamente espancados. Logo após, eles foram recapturados e decapitados.

De acordo com as estimativas de outro ex-guarda da prisão de Hoeryong "de 1,5 a 2 mil pessoas, na sua maioria crianças, morriam anualmente de desnutrição".

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