Tanques que sabem pensar? Pentágono desenvolve veículos armados mais inteligentes

© AFP 2022 / Vano ShlamovO tanque M1A2 Abrams durante os exercícios conjuntos Parceiro Nobre 2016, arredores de Tbilisi
O tanque M1A2 Abrams durante os exercícios conjuntos Parceiro Nobre 2016, arredores de Tbilisi - Sputnik Brasil
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Os desenvolvedores da próxima geração de tanques norte-americanos se focam em equipar os veículos blindados com sistemas de condução inteligente, sensores e algoritmos capazes de detectar ameaças à distância.

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O Exército norte-americano planeja apresentar os novos carros de combate até 2035 para substituir o veículo Bradley Infantry Fighting e o tanque Abrams. Há poucos sistemas que podem ser adicionados aos modelos antigos antes de atingir o ponto de rendimento decrescente, disse o major-general Eric Wesley em 2016.

"Temos que pensar mais globalmente", disse Wesley nesse ano, falando sobre "equipas tripuladas e não tripuladas", ou robôs e pessoas que colaboram no veículo armado.

Um dos meios para alcançar isso é com a ajuda de "um tipo de condução auxiliada", disse na segunda-feira (23) à publicação C4ISRNET o diretor da prototipagem dos veículos armados para o Exército norte-americano, Chris Ostroksi. "Por exemplo, se você tiver alguns dados prévios, estes podem ajudar a escolher uma rota melhor", disse.  "Não queremos alinhar os nossos veículos de combate em colunas, mas queremos que eles sejam capazes de ajudar na direção".

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Para além de dar ao computador do veículo uma visão do exterior, os sensores de ponta vão dar aos operadores do tanque um nível adicional de proteção ao minimizar a sua exposição no campo de combate. Com os tanques Abrams e Bradley, "o comandante e o condutor têm as suas cabeças fora da escotilha usando os seus próprios sentidos para realizar as manobras de combate", Gene Klager, pesquisador do exército dos EUA disse à C4ISRNET, notando que "os soldados são vulneráveis aos atiradores e [dispositivos explosivos improvisados], e há desafios em como ver tudo em redor do veículo".

O veículo precisa de ser capaz de ver os alvos no terreno, tal como no ar, dizem os pesquisadores, para lidar com os perigos tais como "helicópteros e drones pequenos".

Os sensores vão ajudar a garantir às tropas no tanque a visão do que se passa na parte exterior e dobrar o sistema de deteção de fogo hostil, o que possibilita ao tanque aniquilar as ameaças. Claro que há algumas questões a resolver, como a de dar ao veículo a possibilidade de atirar: "Vocês podem ter um algoritmo para detectar tudo, mas haveria a tendência de detectar coisas que não precisam ser detectadas", notou Klager.

Por exemplo, o sensor pode ter dificuldade em diferenciar se um flash de luz à distância de 200 metros é um reflexo do Sol ou o inimigo atirando no tanque. Levando em conta os perigos de atirar nos alvos que de fato não são alvos, o serviço diz que é necessário ter um nível de alertas falsos muito baixo para o sucesso do sistema de deteção de fogo como um sistema plenamente automatizado.

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