Ativista líbio tenta processar OTAN por crimes contra seu povo

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Mais uma audiência sobre os casos de crimes da OTAN contra o povo líbio foi adiada para o dia 30 de novembro deste ano. O processo judicial foi iniciado pelo chefe da Organização Internacional da Paz, Ajuda e a Assistência (IOPCR em inglês), Khaled El-Khweldi El-Hamedi.

Durante o bombardeio da aeronave da OTAN ele perdeu 13 membros de sua família, incluindo a esposa grávida, dois filhos, tia e sobrinha. 

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Segundo Khaled, o ataque aconteceu pouco antes da conversa telefônica entre o presidente francês Nicolas Sarkozy e o pai de El-Hamedi. Ele contou que em maio de 2011, Sarkozy propôs que seu pai fugisse da Líbia, mas ele se recusou, afirmando que apenas "defendeu o país" e não foi "mercenário da revolução" (revolução Al-Fateh que trouxe Muammar al-Qathafi ao poder). Como resultado, bombardearam seu escritório e depois sua casa. 

"Estou convencido de que os agentes da OTAN na Líbia informaram Sarkozy e Hamad (emir do Qatar) e o seu destino foi selado", sublinhou El-Hamedi à Sputnik Árabe afirmando que o canal Al Jazira que emitia a informação falsa sobre os crimes da sua família, desempenhou papel significativo na campanha contra seu pai.  

Segundo ele nenhum membro de sua família fugiu do país, todos permaneceram em suas casas. 

"Atacaram a nossa casa, a coalizão trouxe a desintegração do país e sua imersão no caos que existe hoje", afirmou o interlocutor da agência.

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Ele afirmou que a guerra foi desencadeada ilicitamente, explicando que em tais casos primeiro surge a pressão econômica e diplomática e depois se aplicam as forças, após a decisão correspondente dos membros do Serviço da Segurança da ONU. Mas de acordo com ele no caso da Líbia, os políticos tomaram as decisões baseados nas "mentiras e rumores divulgados pelo Al-Jazeera". 

"Líbia formou a União Africana através de investimentos e uniões econômicas, que começou a ameaçar os interesses franceses na África. Além disso, Sarkozy teve que liquidar as provas de que recebeu o dinheiro para a sua campanha pré-eleitoral na Líbia. Para alcançar os objetivos estabelecidos, a França e o Qatar conspiraram contra o meu país", afirmou ele à Sputnik Árabe. 

Em julho de 2011, El-Hamedi recorreu ao Tribunal de Justiça na Bélgica. De acordo com ele a primeira audiência ocorreu em setembro de 2012, com a Bélgica sendo representante oficial da OTAN. El-Hamedi pediu privar a OTAN da imunidade, mas o pedido foi rejeitado porque o demandista não foi o cidadão de um país europeu e não teve direito de litigiar na Bélgica. A decisão foi apelada em janeiro de 2013. Mais uma audiência ocorreu em 12 de outubro de 2017, mas foi adiada para o dia 30 de novembro de 2017, informou o ativista sírio. 

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