Damasco não considera Raqqa uma cidade libertada

© REUTERS / Erik De CastroMilitares das Forças Democráticas da Síria celebram libertação de Raqqa
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Damasco não considera Raqqa uma cidade libertada até que o exército sírio entre na cidade, declarou o ministro da Informação do país, Muhamed Ramez Turyuman.

"Não consideramos [Raqqa] uma cidade libertada até que na cidade entre o Exército Árabe Sírio e hasteie a bandeira da Síria. Isso vale para qualquer ponto do mapa sírio”, afirmou o ministro em entrevista à Sputnik.

Ele sublinhou que a expulsão do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) da cidade é um avanço positivo, mas é necessário que as tropas sírias entrem em Raqqa, independentemente de quem esteja lá: o Daesh ou outra organização.

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Mais do que isso, a Síria qualifica a entrada dos militares turcos em Idlib e a presença militar dos EUA na zona de Al Tanf como agressão, acrescentou o ministro.

"Todos sabem que há agressão e invasão das unidades militares turcas em Idlib e em outras zonas fronteiriças, bem como há presença dos EUA em certas aéreas, bases no norte e em Al Tanf; qualificamos toda essa presença como flagrante agressão violadora da soberania da Síria, do direito internacional e das resoluções da ONU", declarou Turyuman.

Ele destacou que Damasco planeja recuperar o controle sobre todo o território sírio.

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"Temos o direito de responder à essa agressão de forma e na hora certas. O exercito da Síria vai controlar cada grão de areia na Síria do norte ao sul, do leste ao oeste", declarou o ministro.

Para Turjuman, solução do conflito na Síria deve ser discutida dentro do país e não nas negociações em Astana ou Genebra.

"Em minha opinião, o que se passa em Astana e Genebra deveria ser realizado em território sírio no âmbito do diálogo nacional de todos os patriotas que preservam a soberania e integralidade territorial do país", disse ele.

Em 20 de outubro, as forças árabes e curdas das Forças Democráticas da Síria (FDS), apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos EUA, anunciaram a libertação completa de Raqqa do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia).

Raqqa estava sendo controlada pelo Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) desde 2013; a cidade era considerada a capital não oficial dos terroristas. Em 2016, a coalizão liderada pelos EUA anunciou o início da operação para libertar a cidade. Conforme comunicado das FDS, a operação durou 134 dias.

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