Conhecido apoiador de Trump é acusado de assediar Youtubers lésbicas

© REUTERS / Dominick ReuterThe color guard for LGBT veterans group OutVets marches down Broadway during the St. Patrick's Day Parade in South Boston, Massachusetts
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Comemorando aniversário de dois anos de namoro, Jessica Lundquist e Tiffany Steinberg estavam no píer da praia de Huntington na Califórnia no domingo - o mesmo lugar onde elas se conheceram - quando foram interrompidos por Anthony Miskulin.

Embora as duas mulheres não estivessem incomodando nenhum dos presentes, Miskulin se propôs a informar ao casal que elas iriam para o inferno.

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"Você sabia que você está literalmente trocando comportamento sexual normal por algo anormal?" Miskulin pergunta ao casal enquanto elas tentam se afastar. "Você vai queimar no inferno por isso para a eternidade".

Tentando se afastar do homem, Steinberg começou a gritar para os pedestres vizinhos que é gay. Infelizmente, isso não impede Miskulin.

O companheiro irritante então passa a perguntar a Steinberg se ela mora na região, ao que ela responde sim.

"Você está brincando comigo… você está brincando comigo", diz Miskulin com um tom chocado, antes de perguntar se Steinberg é democrata. "Oh, meu deus, eles realmente deixaram você se mudar para cá?"

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Segundos depois, um cidadão preocupado finalmente interfere e pergunta às garotas se elas estavam bem e acusa Miskulin de assediar o casal. O apoiador de Trump diz ser advogado e defende o direito de falar o que pensa.

"Eu sou um advogado penal e o termo assédio é um termo muito subjetivo", diz o homem de 38 anos. "Eu posso falar sempre que quiser".

Miskulin acrescenta que várias pessoas compartilham seus pontos de vista homofóbicos e que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi prova disso.

"Esta é a era Trump e você vai ver um monte de coisas mudando", ele insistiu.

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Foi neste momento que as duas mulheres conseguiram fugir.

Miskulin não sabia, porém, que as garotas eram YouTubers conhecidas, com mais de 30 mil assinantes. O incidente gravado foi publicado no Facebook e eventualmente no próprio YouTube, alcançando números virais de visualização.

O vídeo da abordagem do homem teve mais de 90 mil visualizações no Facebook e levou a uma caçada virtual do indivíduo. Entre outros detalhes, internautas descobriram que ele não era advogado como dizia ser. Além disso, não foram poucos os depoimentos de pessoas que diziam conhecer Miskulin pelos mesmos episódios de LGBTfobia.

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