Será que mísseis norte-coreanos conseguirão afundar poderoso USS Ronald Reagan?

© REUTERS / U.S. Navy / Jake GreenbergPorta-aviões norte-americanos USS John C. Stennis e USS Ronald Reagan no mar das Filipinas (foto de arquivo)
Porta-aviões norte-americanos USS John C. Stennis  e USS Ronald Reagan no mar das Filipinas (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Em 16 de setembro, a Coreia do Sul e os EUA iniciaram exercícios conjuntos no Mar do Japão (também conhecido como mar do Leste). O porta-aviões USS Ronald Reagan participa dessas manobras, que durarão 10 dias. Poderá a ameaça feita recentemente pela Coreia do Norte se referir a este navio dos EUA? Pyongyang tem força suficiente para aniquilá-lo?

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Depois de ouvir a notícia sobre as manobras conjuntas iniciadas pela Coreia do Sul e EUA, as autoridades norte-coreanas divulgaram um comunicado dizendo: "Os EUA colocaram diante dos nossos narizes os alvos que consideramos como importantes, os EUA devem saber que sofrerão um ataque inimaginável no momento mais inesperado".

O especialista em questões militares Vasily Kashin disse em uma entrevista ao jornal Svobodnaya Pressa que a Coreia do Norte não tem poder militar para causar danos significativos ao grupo de ataque naval norte-americano formado pelo porta-aviões USS Ronald Reagan e os destróiers USS Stethem e USS Mustin.

Vale assinalar que a tripulação do USS Ronald Reagan excede os 5.000 homens.

"A Coreia do Norte não tem capacidade de atacar o grupo naval caso este fique a uma distância de mais de 100 quilômetros da costa", disse ele.

Segundo o especialista, a Coreia do Norte atualmente produz mísseis antinavio eficazes que se assemelham aos mísseis russos Kh-35.

Ao mesmo tempo, Kashin enfatizou que os submarinos e a aviação norte-coreanos estão desatualizados, por isso não podem representar uma ameaça para o porta-aviões dos EUA.

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"Havia rumores de que os norte-coreanos estariam trabalhando para criar mísseis antibalísticos semelhantes aos que foram recentemente instalados pela China, mas parece que o processo de desenvolvimento está na fase inicial", disse ele.

Yevgeny Kim, investigador no Centro de Estudos Coreanos do Instituto do Extremo Oriente da Academia das Ciências russa, tem uma visão um pouco mais otimista sobre as chances da Coreia do Norte.

"É claro que Pyongyang vai encontrar os meios para dar uma resposta militar aos EUA. Será capaz, por exemplo, de lançar um de seus mísseis balísticos contra a região onde está o grupo, para testar as suas capacidades. Mas surge a pergunta: deveria fazer isso?", disse.

De acordo com várias fontes, a Coreia do Norte já testou os mísseis Hwasong de curto e médio alcance.

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