'Coreia do Norte só usará armas nucleares para defesa'

© AFP 2022 / JUNG Yeon-JeHomem assiste ao lançamento de míssil balístico disparado pela Coreia do Norte em 15 de setembro de 2017
Homem assiste ao lançamento de míssil balístico disparado pela Coreia do Norte em 15 de setembro de 2017 - Sputnik Brasil
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A delegação norte-coreana que atualmente está de visita em São Petersburgo assegurou que as armas nucleares são a única garantia de segurança, comunicou a chefe do Conselho da Federação da Rússia, Valentina Matvienko.

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A delegação norte-coreana, que está participando da Assembleia da União Interparlamentar na cidade russa de São Petersburgo, informou que Pyongyang não está preparada para negociar seu estatuto nuclear, visto que as armas nucleares são a sua única garantia de segurança, declarou a chefe do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento) da Rússia, Valentina Matvienko, durante um briefing no âmbito da Assembleia.

"Os parlamentares da Coreia do Norte disseram que ainda não estão prontos para as negociações" e explicaram que as armas nucleares que possuem são o único meio ao seu dispor "para preservar a segurança do país" e a "sua soberania", acrescentou.

Ao mesmo tempo, Matvienko afirmou que [os norte-coreanos] "não vão usar estas armar para atacar, mas sim para se proteger".

"Temos que fazer tudo o possível para que Pyongyang e Seul se sentem à mesa de negociações"

Apesar de que Pyongyang não está pronta para dialogar, "temos que fazer tudo o possível para que a Coreia do Norte e a Coreia do Sul se sentem à mesa de negociações", sublinhou.

"A Coreia do Norte tem que obter garantias internacionais da sua segurança e soberania", disse a senadora russa.

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No entanto, "o grau de desconfiança" entre as duas Coreias, bem como entre Pyongyang e Washington "alcançou um tal nível que hoje nem sequer há condições para negociações normais". Nessa conexão, é vital reduzir o nível das tensões, opina.

As tensões em torno da Coreia do Norte e seu programa nuclear aumentaram bruscamente devido a repetidos testes de mísseis nucleares realizados em violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU (CSNU). Em resposta, o CSNU introduziu várias rodadas de sanções contra Pyongyang destinadas a dificultar o desenvolvimento das armas nucleares do Norte.

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