Chile condena 35 militares por sequestro e tortura de mulher grávida durante ditadura

© AP Photo / Claudio SantanaFotografia de Pinochet, com bandeira do Chile ao fundo
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Um juiz no Chile condenou 35 ex-agentes da policia secreta do general Augusto Pinochet pelo sequestro, tortura e desaparecimento forçado de uma mulher grávida em 1976.

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Reinalda Pereira estava grávida de cinco meses quando foi morta. Com 29 anos, ela era analista clínica e integrante do Partido Comunista — organização de oposição à ditadura de Augusto Pinochet.

Em 11 de setembro de 1973, o presidente Salvador Allende foi derrubado por um golpe militar liderado por Pinochet que implantou uma ditadura que durou até 1990.

O juiz Miguel Vazquez condenou Pedro Espinoza, Juan Hernan Morales e Ricardo Victor Lawrence a 10 anos de prisão. Outros agentes masculinos e femininos foram condenados a sete anos por envolvimento no crime, enquanto outros foram sentenciados a quatro anos por serem cúmplices.

O juiz determinou que Reinalda foi sequestrada em 15 de dezembro de 1976 e levada a um quartel militar secreto onde foi espancada, torturada e teve seu corpo desaparecido. 

Á época de seu desaparecimento, as autoridades da ditadura afirmaram que ela havia fugido para a Argentina e atravessado a Cordilheira dos Andes à pé. 

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