'Irmãos de armas': Pyongyang propõe união de forças a Teerã contra 'injustiça' dos EUA

© REUTERS / KCNAO lançamento de míssil de médio alcance durante os exercícios na photo publicada pela Agência noticiosa norte-coreana em Pyongyang em 30 de agosto de 2017
O lançamento de míssil de médio alcance durante os exercícios na photo publicada pela Agência noticiosa norte-coreana em Pyongyang em 30 de agosto de 2017 - Sputnik Brasil
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No domingo (15), Coreia do Norte propôs união de forças à República Islâmica do Irã para "lutar conjuntamente contra as injustiças" dos EUA.

No âmbito da 137ª Assembleia da União Interparlamentar, realizada na cidade russa de São Petersburgo, o chefe da delegação norte-coreana e vice-presidente da Assembleia Suprema do Povo, Ahn Dong-chun, lançou a proposta durante conversa com o presidente do parlamento iraniano, Ali Lariyani.

"Nós [Coreia do Norte] temos grande vontade contra os agressores, assim como os senhores [Irã], nós levamos a cabo uma luta há muito tempo", declarou Dong-chun.

Ao mesmo tempo, ele propôs "lutar juntos contra a injustiça para o bem da justiça".

A "única opção" de Pyongyang

Além disso, durante sua manifestação na assembleia, o político norte-coreano destacou que "devido à política hostil dos EUA, o desenvolvimento do programa nuclear é a única opção que tem a Coreia do Norte".

"Nosso país está sendo ameaçado; a própria existência da Coreia do Norte está em jogo", sublinhou Dong-chun, explicando que o programa nuclear e de mísseis do país asiático "tem carácter dissuasivo, destinado a proteger nossa independência".

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Segundo informa à Sputnik, o chefe da delegação norte-coreana indicou que Pyongyang e Teerã serão "amigos e irmãos de armas durante muito tempo na luta comum".

Durante a assembleia, o delegado iraniano criticou duramente a política dos EUA, incluindo a decisão do presidente estadunidense, Donald Trump, de não certificar o acordo nuclear histórico iraniano firmado em 2015. Para Lariyani, as decisões de Trump mostram "falta de respeito às Nações Unidas", e "inaptidão" de Washington para cumprir compromissos internacionais.

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