'Enterramos muitos como Trump': general iraniano alerta EUA sobre guerra

© REUTERS / MORTEZA NIKOUBAZLMilitares do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) marcham durante uma parada militar em homenagem à Guerra Irã-Iraque, de 1980-1988
Militares do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) marcham durante uma parada militar em homenagem à Guerra Irã-Iraque, de 1980-1988 - Sputnik Brasil
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O comandante sênior da Força Quds do Irã avisou que qualquer ação contra seu país será "lamentada", enfatizando que Teerã "enterrou muitos como [o presidente dos EUA Donald] Trump" e sabe "lutar contra a América", de acordo com a agência de notícias Tasnim, como citado pela Agência Reuters.

"Nós não somos um país de guerra. Mas qualquer ação militar contra o Irã gerará arrependimento. As ameaças de Trump contra o Irã vão prejudicar a América. Nós enterramos muitos como Trump e sabemos como lutar contra a América", disse Esmail Ghaani, vice-chefe da Força Quds, um braço no exterior do poderoso Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), informou a Reuters, citando a agência de notícias Tasnim.

O IRGC é a entidade de segurança mais poderosa do Irã e controla grandes partes da economia do país, além de ter uma influência significativa sobre o seu sistema político.

Isso ocorre apenas dois dias depois que o ministro de Relações Exteriores do Irã ter advertido sobre uma resposta difícil se o presidente dos EUA, Donald Trump, continuar com ameaças para destruir um acordo nuclear assinado sob o governo Obama, em 2015.

Falando durante uma sessão fechada do Parlamento na quarta-feira, Mohammad Javad Zarif disse aos legisladores que o Irã "nunca renegociará" o acordo negociado entre Teerã e seis potências mundiais, informou a agência de notícias Fars.

Enquanto isso, líderes mundiais e outros funcionários pediram que Trump não deixe o acordo, com o ministro alemão de Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, afirmando na quinta-feira que "um término do acordo do Irã transformaria o Oriente Médio em uma região de crises fortes".

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A primeira-ministra britânica Theresa May também exortou Washington a re-certificar o acordo, chamando-o de "vital importância para a segurança regional".

A França também pediu que Trump fique no acordo, com o presidente Emmanuel Macron dizendo anteriormente que seria um "grande erro" para os EUA se retirarem e arriscassem fazer com que o Irã entre em uma "situação muito parecida com a situação da Coreia do Norte".

O presidente dos EUA há muito criticou o acordo, chamando-o de "o pior negócio já negociado". Ele reiterou esses pensamentos na quarta-feira, dizendo ao anfitrião da Fox News, Sean Hannity, que "foi um dos acordos mais incompetentemente feitos que já vi".

O prazo de reenvio de Trump para o acordo do Irã é 15 de outubro. A re-certificação faz parte da Lei de Revisão do Acordo Nuclear do Irã (INARA), aprovada pelo Congresso dos EUA em maio de 2015, o que exige que o presidente certifique todos os 90 dias que o Irã está cumprindo.

Se o Trump optar por descertificar o acordo, ele ainda permanecerá intacto. No entanto, ele colocaria essencialmente a decisão sobre o que fazer nas mãos do Congresso. Os legisladores teriam então a opção de considerar medidas adicionais, como sanções.

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