O Irã nunca se curvou e não se curvará à pressão internacional, diz presidente iraniano

© REUTERS / Faisal MahmoodHassan Rouhani, presidente do Irã (foto de arquivo)
Hassan Rouhani, presidente do Irã (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O Irá permanecerá no acordo nuclear, desde que ele sirva aos seus interesses nacionais e seu programa de mísseis balísticos se expandirá apesar da pressão dos Estados Unidos, disse o presidente iraniano, Hassan Rouhani, nesta sexta-feira (13).

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Washington não irá certificar o cumprimento do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), como é conhecido o acordo nuclear iraniano, por parte de Teerã. Desta maneira, o acordo nuclear irá para o Congresso dos Estados Unidos, que poderá modificá-lo. 

"Se um dia os nossos interesses forem prejudicados, ou se as outras partes se recusarem a cumprir seus compromissos, eles devem saber que o Irã não hesitaria em responder da maneira adequada", disse Rouhani em discurso transmitido pela televisão estatal do Irã. 

O presidente iraniano também questionou a autoridade de Trump para cancelar o acordo nuclear. 

"Este é um acordo multilateral internacional, que foi ratificado pelo Conselho de Segurança da ONU. Este é um documento da ONU. É possível que um presidente possa unilateralmente anular este importante acordo internacional?", perguntou Rouhani

"A nação iraniana nunca se curvou e nunca se curvará perante qualquer pressão internacional… O Irã e o acordo estão mais fortes do que nunca", disse o presidente iraniano, que também classificou a acusação do presidente dos Estados Unidos de que Teerã patrocina o terrorismo como "falsa".

A decisão de Trump causou fortes reações na comunidade internacional. O ministro da Inteligência de Israel, Israel Katz, chegou a afirmar em entrevista a TV Channel 2 que o discurso de Trump poderia levar a uma guerra.

O JCPOA estabelece condições para que o programa nuclear iraniano funcione com fins estritamente energéticos e seja monitorado por agências internacionais. O acordo foi assinado em 2015 por líderes dos Estados Unidos, Alemanha, China, França, União Europeia, Rússia e Reino Unido.

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