Rússia: Irã tem direito de sair do acordo nuclear se EUA reestabelecerem sanções

© AP Photo / Vahid Salemi A usina nuclear Bushehr no Irã
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Teerã terá todo o direito de renunciar ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) se os EUA reestabelecem as sanções contra o Irã, declarou o chefe do Departamento da América do Norte da Chancelaria russa, Georgy Borisenko em entrevista com a Sputnik.

"Se os EUA realmente abandonarem o Plano de Ação Conjunto Global, a sua implementação será posta em causa. Isso poderia levar o Irã a renunciar ao comprimento dos seus compromissos, sobretudo se os EUA decidirem reestabelecer as sanções que foram levantadas anteriormente", disse ele.

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O diplomata sublinhou que "o Irã terá todo o direito de deixar de cumprir suas obrigações".

Segundo Borisenko, o acordo nuclear com é "um pacto eficaz que funciona e corresponde aos interesses de todas as partes".

"Não entendemos que interesse têm os EUA em sair do acordo sobre o programa nuclear iraniano", disse ele.

Ele acrescentou que a possível saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã agravará a situação no Oriente Médio e afetará a estabilidade global.

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Anteriormente, a mídia informou que o presidente dos EUA Donald Trump pretende anunciar na semana que vem o cancelamento do acordo nuclear com o Irã. Ele, em discursos anteriores, já havia manifestado dúvidas quanto à eficiência do acordo.

O Irã e o grupo P5 + 1 (China, França, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha) assinaram o JCPOA para garantir a natureza pacífica do programa nuclear do Irã em 14 de julho de 2015. Conforme este acordo, o Irã prometeu abster-se de desenvolver ou adquirir armas nucleares em troca do levantamento das sanções impostas contra Teerã.

Em janeiro de 2016, depois de a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmar que o Irã cumpria as suas obrigações, os EUA levantaram algumas das sanções impostas ao Irã, mas mantiveram em vigor outras restrições.

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Em meados de julho de 2017, o governo dos EUA estendeu as sanções financeiras contra 18 pessoas e entidades supostamente ligadas aos programas nucleares e de mísseis balísticos de Teerã.

O presidente iraniano Hassan Rouhani advertiu, em meados de agosto que, se os EUA continuarem a política de sanções contra o seu país, Teerã poderia abandonar o Plano "em uma questão de dias ou horas".

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