5 medidas que Pequim deve empreender para derrotar Washington no mercado mundial

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Uma revista norte-americana revelou de que medidas Pequim dispõe para superar Washington no âmbito da corrida econômica global.

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, olha "para trás e pensa em gastar milhões de dólares com o fortalecimento de infraestruturas obsoletas" do país, o líder chinês, Xi Jinping, "olha em frente, alimentando a ideia da nova Rota da Seda, um projeto mundial que tem um valor de um bilhão de dólares", afirma a revista estadunidense The Weekly Standard.

"Embora os economistas dos países capitalistas creiam na teoria de que uma economia centralizada se destruirá, tarde ou cedo, debaixo do peso das contradições internas, a China é capaz […] de ocupar uma posição econômica importante no mundo", afirma a edição norte-americana, que revela os 5 passos que Pequim poderia dar para conseguir tal objetivo.

Primeiro, diz a revista, é preciso usar a "manipulação de divisas como uma arma importante na construção do poder econômico nacional, desvalorizando o yuan para estimular as exportações e impulsionando seu valor para deter a fuga de capitais".

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Segundo, se deve proteger as empresas estatais ineficientes, subsidiando-as e exigindo que elas comprem bens chineses para evitar que o desemprego suba a níveis perigosos.

A terceira medida, assinala The Weekly Standard, consiste em "gastar o que for necessário para dominar as indústrias do futuro", como a indústria aeroespacial, a de inteligência artificial e outras.

A quarta ferramenta, indica a mídia, tem a ver com a compra, "na medida do possível", de empresas estrangeiras que contem com a tecnologia necessária. Nesse caso, nenhuma empresa estrangeira poderia aceder ao mercado chinês, a menos que compartilhe suas tecnologias com parceiros chineses.

E, finalmente, a quinta e última medida sugere criar "um exército capaz de prevenir o que o país teve que enfrentar no passado […], uma frota oceânica e construir ilhas artificiais que lhe permitam controlar o mar do Sul da China e as rotas marítimas através das quais passa 40% do comércio mundial".

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Washington, por sua parte, também pode recorrer a suas próprias medidas disponíveis para minar os planos dos chineses, particularmente apoiar a campanha que visa impedir que as empresas chinesas adquiram empresas tecnológicas estadunidenses e não permitir ao fundo de capital chinês efetuar investimentos até que cumpra com condições restritas, assinala a edição.

Prevê-se que o líder norte-americano faça uma visita à China no âmbito da sua primeira visita oficial à Ásia entre 3 e 14 de novembro.

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