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Líder catalão indica independência e condena Madri: 'atua como Estado autoritário'

© REUTERS / Albert GeaCarles Puigdemont, o presidente da Catalunha
Carles Puigdemont, o presidente da Catalunha - Sputnik Brasil
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O chefe do governo catalão Carles Puigdemont acusou as autoridades centrais espanholas de atuarem como um Estado autoritário na situação em torno do referendo de independência da região autônoma, realizado no último domingo.

"O governo espanhol atua como um Estado autoritário. Olhe, o que eles fizeram no domingo, usando a violência contra civis que só queriam votar. O governo espanhol permite a detenção de opositores políticos, influencia a mídia e bloqueia sites. Você pode ouvir o som de helicóptero que voa acima do nosso edifício? Estamos sendo seguidos dia e noite. O que é isso, senão o Estado autoritário?", disse Puigdemont em uma entrevista com o jornal alemão Bild publicado na quarta-feira.

O líder catalão também expressou desapontamento pela falta de críticas da União Europeia (UE) sobre ações violentas da polícia espanhola durante a votação de domingo.

"As liberdades fundamentais dos cidadãos europeus protegidos pela lei foram violadas. Mas a União Europeia está em silêncio. Quando ocorre algo como isso na Turquia, na Polônia ou na Hungria, há uma indignação colossal [de Bruxelas]", afirmou Puigdemont.

Chefe do governo da Catalunha, Carles Puigdemont - Sputnik Brasil
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O líder da Catalunha enfatizou que os catalães iriam "na medida do possível" para alcançar a independência da região. No entanto, a violência não será usada para atingir esse objetivo, enfatizou Puigdemont.

A votação catalã do domingo foi realizada apesar da oposição de Madri, que, ao lado de Bruxelas, considerou ilegal.

De acordo com as autoridades da região autônoma, mais de 90% dos eleitores apoiaram a independência da Catalunha em relação à Espanha. O referendo foi ofuscado por confrontos violentos entre a polícia espanhola e os eleitores deixando centenas de feridos. 

Alguns dos líderes dos Estados membros da UE condenaram a violência. A Comissão Europeia também disse que a violência não poderia ser um instrumento de política, mas referindo-se à situação como a questão interna espanhola.

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