Por que razão tentativas recentes de resolver conflito árabe-israelense podem falhar?

© REUTERS / Ibraheem Abu MustafaMilitantes do barço armado do Hamas na Faixa de Gaza
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As tentativas recentes de reconciliação entre o governo do Hamas em Gaza e o partido palestino Fatah poderiam terminar o conflito entre eles. Entretanto, o político palestino Abdulsattar Qassem disse à Sputnik Internacional que Israel e os EUA não estão interessados na resolução do conflito.

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O governo palestino do presidente Mahmoud Abbas disse estar preparado para assumir as suas funções em Gaza após o movimento islâmico Hamas, que detém o poder na Faixa de Gaza, ter anunciado o desejo de se reconciliar com as autoridades de Ramallah.

O político palestino Abdulsattar Qassem disse à Sputnik Internacional que os palestinos estão esperando que essa reconciliação marque uma nova era nas relações entre os partidos palestinos.

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Entretanto, ele não é otimista em relação à nova reconciliação e explicou por quê.

"Temos uma grande experiência em reconciliações entre Fatah e Hamas. Eles já chegaram a sete acordos, mas nenhum deles foi implementado. Há mais duas partes que estão interferindo nesse processo importante: os EUA e Israel. Será que eles retificarão qualquer acordo entre duas partes?", sublinhou ele.

O especialista disse que Hamas está atualmente cercado devido às armas palestinas e à resistência palestina em Gaza, o que Israel e EUA não aceitam. Qualquer acordo ou reconciliação que não preveja o desarmamento de Gaza não será implementado devido à pressão de Israel e dos EUA.

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Segundo Qassem, os EUA nunca apoiarão a solução desse conflito entre os palestinos. Pelo contrário, Washington causa problemas. Israel, por sua vez, continuará a fazer pressão sobre a Palestina. Ele não levantará o seu embargo até que os palestinos abandonem suas armas. Contudo, a eliminação das armas significa a eliminação do Hamas. Isso dificultará todo o processo.

"Sabemos da experiência histórica que nem os EUA nem Israel buscam a paz na região […] Eles geralmente provocam problemas nos países árabes, inclusive na Palestina. Por isso, os palestinos não confiam neles. Os palestinos não devem ser ingênuos e têm de ter cuidado quanto às políticas dos EUA na região", acrescentou ele.

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Em 17 de setembro, o Hamas, que governa Gaza desde 2007, anunciou que dissolveu o órgão polêmico visto por Mahmoud Abbas como governo paralelo e que desejava dialogar com as autoridades de Ramallah para a reconciliação e realização de eleições gerais. Rami Hamdallah, primeiro-ministro palestino, visitou Gaza em 3 de outubro para discutir a reorganização do poder executivo.

O Hamas e o Fatah, partido do presidente Abbas, romperem em 2007 após uma eleição parlamentar dar maioria ao primeiro grupo. O Hamas, então, expulsou o Fatah da faixa de Gaza e desde então governa a região, mesmo com um embargo imposto por Israel e da oposição da União Europeia e dos Estados Unidos.

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