Militar aposentado: EUA querem deslocar centro de gravidade para Polônia e países bálticos

© AFP 2022 / JANEK SKARZYNSKITropas americanas pousam de paraquedas no campo militar de Torun, perto da Polônia, em 7 de junho de 2016 durante os exercícios militares da OTAN Anakonda-16.
Tropas americanas pousam de paraquedas no campo militar de Torun, perto da Polônia, em 7 de junho de 2016 durante os exercícios militares da OTAN Anakonda-16. - Sputnik Brasil
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O comandante das tropas terrestres dos EUA na Europa, general Bem Hoges, afirma que a Polônia é o centro de gravidade do exército americano no continente.

A Sputnik Polônia falou com almirante polonês Marek Toczek para saber o que isso significa para o país e se pode ser um motivo de orgulho. Segundo ele, isso é na verdade algo muito preocupante.

"Não apenas esse fato, mas e vários outros que temos observado ultimamente me fazem preocupar muito. Não é a formação de boas relações com os vizinhos, é uma política que leva à confrontação", declarou o almirante.

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Ele acrescentou ainda que a ausência de uma política soberana da Polônia na região torna o país objeto e não sujeito. Marek Toczek lembrou que a Polônia tem uma experiência triste nesse campo.

Comentando a declaração de Hoges, Marek Toczek diz que, entre os militares norte-americanos com intervenção pública, não há falta de "cabeças quentes" que dizem coisas pouco razoáveis. Em entrevista para o canal polonês TVN24, Hoges declarou que OTAN decidiu passar da política de garantias para a política de intimidação.

"Acredito que isto não vai resultar em nada de bom. Os norte-americanos têm problemas na Europa Ocidental, especialmente na Alemanha. Acho que eles querem deslocar o centro de gravidade para a Polônia e países bálticos. Do seu ponto de vista, eles podem ter razão. Mas, do ponto de vista da Polônia e região báltica, tal vai ter consequências pouco agradáveis para nós", advertiu o ex-militar polonês.

A melhor prova de que esta política não é viável são os comentários críticos dos poloneses nas redes sociais. Se trata de um jogo político que na Polônia tem cada dia menos partidários. Isto é muito preocupante, resumiu Marek Toczek.

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