Cubanos comentam a decisão dos EUA de suspender a emissão de vistos

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Cubanos ouvidos pela agência de notícias Reuters afirmaram estar desconsolados e enfurecidos com a decisão dos Estados Unidos de suspender a emissão de vistos em sua embaixada em Havana.

"Pensar que você não pode ir ver sua família é uma coisa terrível", disse Xiomara Irene Louzado, de 74 anos.

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Ela planejava ir para os Estados Unidos visitar sua irmã, seus sobrinhos e o túmulo de sua mãe. Xiomara afirmou que costumava visitar o país do presidente Donald Trump com frequência. 

"Isso é desnecessário e desumano", disse Laura Hernandez, uma estudante cubana que esperava mudar para viver com seu pai nos Estados Unidos. "Com tantas famílias esperando um reecontro… por quê?"

Cuba tem uma população de 11,2 milhões e estima-se que 2 milhões de descendentes de cubanos vivam nos Estados Unidos. 

O Departamento de Estado dos EUA comunicou nesta sexta-feira (29) a suspensão da emissão de vistos na embaixada estadunidense em Havana. Também foi anunciado um corte no quadro de funcionários de 60%.

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O motivo da decisão seriam ataques sônicos. 21 membros da embaixada sofreram com sintomas como perda auditiva, tonturas, dor de cabeça, fadiga, problemas cognitivos e dificuldade em dormir, disse o Departamento de Estado.

Funcionários da embaixada do Canadá relataram problemas similares, mas o país não pretende alterar o funcionamento de sua embaixada em Havana.

O governo cubano negou qualquer envolvimento nos supostos ataques contra diplomatas em Havana e advertiu a administração Trump contra a politização deles.

Para evitar emigrantes ilegais, Cuba e Estados têm um acordo de 1994 que prevê a emissão de 20 mil vistos por ano para cubanos. 

Michael Bustamante, professor de história da América Latina na Universidade Internacional da Flórida, acredita que as novas medidas indicam que o acordo não será mais seguido.

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