Maior partido angolano de oposição denuncia 'atos de violência pós-eleitoral'

© AFP 2022 / AMPE ROGERIOO líder da UNITA, Isaias Samakuva
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A UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) denunciou na quinta-feira (28) a existência de "atos de violência pós-eleitoral" contra o maior partido de oposição do país.

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Segundo o comunicado da IV reunião do comité permanente da Comissão Política da UNITA, que foi realizada em 27 de setembro e onde se discutiram as eleições gerais de agosto, o partido denuncia os atos de violência contra seus membros, incluindo a execução sumária do filho de um deputado da UNITA, perpetrada em Luanda, capital do país.

"Denunciar com veemência os atos de violência pós-eleitoral contra membros da UNITA, ocorridos em Saurimo e no Monte Belo, bem como a execução sumária do filho do deputado eleito da UNITA Joaquim Nafóia [ocorrida em Luanda]. Repudiar a forma como alguns agentes da Polícia Nacional se deixam utilizar como instrumentos ao serviço de um partido, em vez de estarem ao serviço do Estado", lê-se no comunicado, citado pelo Jornal de Notícias.

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Durante a reunião foi também discutida a necessidade da "total despartidarização das instituições do Estado e de “condenar a existência de uma comunicação social pública ao serviço do partido-Estado".

As eleições gerais na Angola foram realizadas no passado 23 de agosto. De acordo com dados da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) ganhou eleições com 61,7% dos votos, contra 26,7% da UNITA e 9,46% da CASE-CE. João Lourenço, do MPLA, se tornou presidente de Angola. Entretanto, a oposição denunciou "violações à lei eleitoral”.

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