Turquia não planeja envolver-se em guerra na sequência do referendo no Curdistão

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A Turquia não planeja envolver-se em uma guerra na sequência do referendo sobre a independência do Curdistão iraquiano, mas adotará as medidas necessárias para garantir a sua segurança, disse o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim.

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"Não nos envolveremos em uma guerra, nossos cidadãos podem estar tranquilos quanto a isso. Entretanto, vamos proteger a nossa segurança nacional", declarou Yildirim em uma entrevista ao canal de televisão turco NTV.

O primeiro-ministro acrescentou também que o referendo no Curdistão iraquiano agravará o caos e a instabilidade no país vizinho.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia declarou, por sua vez, que o referendo pela independência no Curdistão iraquiano põe em perigo a paz na região, considerando-o como ilegal.

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Ele também apelou à comunidade internacional para não reconhecer os resultados da votação, ameaçando o governo da Curdistão com sanções.

Yildirim mencionou também a possibilidade de bloquear o transporte de petróleo curdo procedente do Curdistão iraquiano através da Turquia.

"Uma economia tão forte como a da Turquia pode prescindir de 300 a 500 milhões de dólares [entre R$ 940 e 1.563 milhões] quando está em risco a segurança nacional", disse ele.

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O primeiro-ministro disse também que Ancara não planeja manter negociações com as autoridades de Erbil e vai comunicar apenas com o governo iraquiano, o único poder legítimo.

O Curdistão iraquiano realiza hoje (25) um referendo sobre a sua independência, um passo que foi criticado tanto por Bagdá quanto a nível internacional, principalmente pelos EUA, Turquia e Irã.

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