Irã avisa sobre 'secessão separatista' devido ao referendo no Curdistão iraquiano

© AFP 2022 / SAFIN HAMEDMoças curdas seguram a bandeira da Curdistão iraquiano na cidade de Arbil
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O Curdistão iraquiano realiza hoje (25) um referendo sobre a sua independência. O ex-conselheiro do ministro do Exterior do Irã e especialista em assuntos do Oriente Médio, Sabbah Zanganeh, declarou que o seu país defende o Iraque como país unido.

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Zanganeh disse à Sputnik Persa que as relações entre o povo do Curdistão iraquiano e do Irã são "muito calorosas e sinceras" e que eles têm "uma história, cultura e modo de vida comuns".

"Portanto, qualquer tentativa de violação da segurança e a ameaça à vida dessas pessoas nos preocupa. Mas, por outro lado, é necessário considerar os fortes laços de Teerã com o governo iraquiano. Naturalmente, o Irã defende um Iraque unido e apoia as autoridades federais do país", disse Zanganeh.

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Comentando a determinação do Irã de fechar a sua fronteira com o Curdistão iraquiano, se ele proclamar a independência, Zanganeh disse que "essas medidas radicais" foram discutidas durante as negociações ativas com as autoridades de Erbil e Teerã. 

Zanganeh disse que o referendo sobre a independência do Curdistão iraquiano é uma "secessão separatista" de um Estado soberano.

"Nesse sentido, as tentativas de Masoud Barzani [presidente do Curdistão iraquiano] de desestabilizar a região forçarão o Irã a agir com base no princípio da paridade. Além do fechamento da fronteira, o Irã pode rever um grande número de contratos bilaterais relacionados com a defesa, energia e outros setores econômicos, algo que causará graves consequências para a economia", apontou Zanganeh.

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Ele apelou a Barzani para "tomar em conta os interesses não apenas dos curdos, mas também das pessoas que vivem lado a lado com eles, tais como muçulmanos sunitas e também xiitas, árabes e cristãos".

"Se a situação continuar se agravando, a possibilidade de um confronto militar estará crescendo". Tendo em consideração que o desejo de Barzani de criar um Curdistão iraquiano independente representa uma ameaça para o futuro da população curda e outros povos, essa é uma ameaça que deve ser neutralizada", concluiu Zanganeh.

No início de junho, Barzani anunciou sua intenção de realizar um referendo sobre a independência desta região do Iraque em 25 de setembro. O movimento já foi amplamente criticado pelas autoridades iraquianas, bem como por vários outros países, incluindo o Irã, a Turquia e os Estados Unidos.

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