Cientistas explicam o perigo da 'neve sangrenta' (FOTOS)

© AP Photo / John McConnicoGelo polar (foto de arquivo)
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Ultimamente, em várias regiões do mundo os cientistas têm registrado um fenômeno peculiar: o aparecimento de neve cor-de-rosa, quase vermelha, que também se chama de neve de melancia ou até neve sangrenta.

Apesar desses nomes estranhos, a explicação do fenômeno é bem simples: a neve é "colorida" por pequenas algas vermelhas. Elas contêm astaxantina, um carotenoide que é "primo molecular" da substância que dá a cor às cenouras, incida a edição The New Yorker.

Essas algas cor-de-rosa podem permanecer "dormindo" nas calotas polares e geleiras.  Contudo, quando a temperatura aumenta, elas "acordam", se proliferam, crescendo em enormes proporções. 

​As calotas polares, graças a sua brancura, refletem a luz do Sol e assim protegem o planeta do sobreaquecimento. No ano passado, um grupo de cientistas afirmou que as algas deste tipo obscurecem as superfícies glaciais, reduzindo a sua capacidade de refletir a luz solar e contribuindo para seu derretimento. No entanto, até há pouco não havia provas científicas dessa suposição.

Essa "lacuna" foi preenchida recentemente, quando um grupo de pesquisadores da Universidade do Alasca Pacífico (EUA) realizaram experimentos para estudar as propriedades dessa neve incomum. Seus resultados foram publicados na revista Nature Geoscience.

​Para realizar o estudo, foram deixadas acumular grandes quantidades de neve cor-de-rosa (e até foi proporcionada nutrição adicional às algas). Depois, essas concentrações de neve foram derretidas, analisadas e comparadas com parcelas de neve que não possuíam algas.

​As suspeitas se confirmaram: mais algas significa mais neve derretida. As parcelas de neve que não tinham algas cor-de-rosa derreteram três vezes menos do que as que possuíam este tipo de organismo vegetal. 

​Os pesquisadores advertem que, com o aumento da temperatura média no mundo, a quantidade destas algas vai crescendo devido ao aumento de água e minerais que estas precisam para sua proliferação. 

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