O que destinos tristes de Hussein e Kadhafi têm a ver com programa nuclear de Pyongyang?

© REUTERS / James PearsonMíssil exibido durante desfile militar na Coreia do Norte
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Destinos de Muammar Kadhafi e Saddam Hussein estão incentivando o programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte, mas não o justificam, afirmou o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya.

O diplomata russo recorda ao que levaram mecanismos de não proliferação para "pressionar os regimes indesejáveis".

"O destino de Saddam Hussein que, como se sabe, não tinha armas nucleares, e de Muammar Kadhafi, que de livre vontade desistiu do desenvolvimento das mesmas, incentiva o desenvolvimento a ritmos acelerados de alguns programas de armas de destruição em massa [ADM]. Isso não justifica de jeito algum o programa nuclear da Coreia do Norte, por exemplo, mas é imprudente não ver e não entender as razões disso", disse Nebenzya na reunião do Conselho de Segurança da ONU de não proliferação de ADM.

O embaixador russo na ONU criticou a posição do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, que, segundo ele, convocou o Conselho de Segurança para discutir não proliferação de armas de destruição em massa e utilizou seu discurso para citar exemplos positivos de tal decisão.

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Nomeadamente, Rex Tillerson mencionou os países que desistiram de armas nucleares por conta própria (Ucrânia, Cazaquistão e Bielorrússia) e os que congelaram seus programas de armas ou decidiram não iniciar os mesmos (África do Sul e Coreia do Sul). O secretário de Estado norte-americano sublinhou que desenvolvimento deste tipo de armas causa isolamento de países.

Comentando o discurso de Tillerson, Nebenzya frisou que no âmbito do Conselho de Segurança é preciso discutir princípios comuns para resolver o problema (de não proliferação de armas), sem indicar certos países que são considerados por alguns como "Estados vilões".

Em 2003, os EUA invadiram o Iraque e derrubaram o presidente do país, Saddam Hussein, sob o argumento de ele possuir armas de destruição em massa, que acabou não sendo confirmado. O líder da Líbia, Muammar Kadhafi, foi destituído e morto em 2011. Os EUA juntamente com outros países participaram de bombardeamentos contra posições dos aliados de Kadhafi durante a guerra civil na Líbia.

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