Tensão: Rússia diz que atacará aliados dos EUA em defesa de tropas na Síria

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia / Abrir o banco de imagensTropas russas na Síria (foto de arquivo)
Tropas russas na Síria (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Se milícias apoiadas pelos Estados Unidos voltarem a colocar as tropas da Rússia na Síria em perigo, Moscou vai retaliar diretamente. Foi esse o recado repassado pelo Kremlin à Casa Branca nesta quinta-feira, em um encontro entre generais dos dois países.

Embora os dois países combataram um mesmo mal em solo sírio – o Daesh –, ambos estão em lados opostos quanto ao avanço em direção aos poços de petróleo no leste do país, na província de Deir ez-Zor. E esse é um dos pontos de tensão.

O Ministério da Defesa russo disse que as Forças Democráticas Sírias (SDF), apoiadas pelos EUA, ocuparam posições nas margens orientais do rio Eufrates com forças especiais dos EUA e, em duas oportunidades, abriram fogo contra tropas sírias que trabalhavam ao lado das forças especiais russas.

"Um representante do comando militar dos EUA em Al-Udeid (o centro de operações dos EUA no Qatar) foi informado em termos inequívocos de que qualquer tentativa de abrir fogo nas áreas onde os combatentes do SDF se localizariam seria rapidamente encerrada", disse o major-general Igor Konashenkov em um comunicado.

Militante das FDS perto de deir ez-Zor, Síria, 12 de setembro de 2017 - Sputnik Brasil
Militares russos detectam deslocamento de militantes da oposição síria para Deir ez-Zor

"Os pontos de fogo nessas áreas serão imediatamente suprimidos com todos os meios militares".

Diante dos incidentes e da proximidade crescente das tropas dos dois lados, os Estados Unidos e os generais russos realizaram uma reunião cara a cara nesta semana em um esforço para evitar confrontos acidentais, disseram autoridades militares dos EUA nesta quinta-feira, segundo informações da Agência Reuters.

"Eles tiveram uma discussão cara a cara, estabeleceram mapas e gráficos", disse o coronel do exército, Ryan Dillon, um porta-voz da coalizão liderada pelos Estados Unidos em Bagdá, que indicou esta ser a primeira reunião desse tipo.

Dillon, abordando um relatório do Pentágono, divulgou alguns detalhes, incluindo quem participou da reunião ou sua localização precisa. Um oficial militar dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse que os participantes incluíam os generais dos EUA e da Rússia.

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