OTAN manifesta-se contra Tratado sobre Proibição de Armas Nucleares

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A OTAN se manifesta contra o Tratado de proibição das armas nucleares da ONU e declarou que permanecerá sendo aliança nuclear enquanto existirem essas armas, informou o comunicado oficial da Aliança.

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De acordo com o comunicado da OTAN, "o desejo de proibir armas nucleares através de um tratado, que não seria vinculativo a países com armas nucleares, não será eficaz, não contribuirá para a redução dos arsenais nucleares e não fortalecerá nem a segurança dos países nem a paz e estabilidade mundial".

"O tratado sobre proibição [de armas nucleares] é contrário ao sistema existente de não proliferação e desarmamento. Ele ameaça anular o Tratado de não proliferação de armas nucleares, que, há quase 50 anos, esforços conjuntos são empenhados para não proliferação e desarmamento", lê-se no comunicado.

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"Enquanto o mundo tem de se manter unido perante ameaças crescentes, especialmente perante a ameaça séria do programa nuclear da Coreia do Norte, esse tratado não leva em consideração os desafios imediatos para a segurança", informou a Aliança.

"O objetivo dos aliados [da OTAN] é promover detenção como fator principal da nossa defesa conjunta a fim de fortalecer indivisibilidade da segurança da Aliança. Enquanto existirem armas nucleares, a OTAN permanecerá sendo uma aliança nuclear", lê-se no documento.

A OTAN "apela a todos os parceiros e países, que planejam apoiar esse acordo, para ponderar seriamente as suas consequências para a paz e segurança mundial".

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Anteriormente, o chefe do Departamento de Não Proliferação e Controle de Armamentos do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Ulianov, considerou o Tratado sobre Proibição de Armas Nucleares contrário aos interesses nacionais da Rússia.

O presidente do Brasil, Michel Temer, por sua vez,declarou em 19 de setembro que o Brasil planeja assinar o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares durante o seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

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