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Facebook é acusado de censurar posts de minoria que denuncia ataques do governo de Mianmar

© REUTERS / Mohammad Ponir Hossain Refugiados Rohingya depois de cruzarem a fronteira entre o Bangladesh e Mianmar
Refugiados Rohingya depois de cruzarem a fronteira entre o Bangladesh e Mianmar - Sputnik Brasil
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Enquanto o governo de Mianmar continua sua campanha contra os muçulmanos rohingyas, forçando milhares a fugir do país, o Facebook teria proibido as postagens de um dos grupos minoritários, rotulando-o como uma "organização perigosa". A decisão foi dirigida contra o Exército da Salvação Arakan Rohingya (ARSA) após avaliação interna.

O movimento ocorreu pouco antes de os ativistas começarem a acusar o gigante das redes sociais de censurar a campanha militar contra a minoria muçulmana rohingya em Mianmar.

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Um porta-voz do Facebook confirmou ao jornal que a organização foi colocada na lista de "organizações perigosas" da empresa. De acordo com The Guardian, a decisão foi bem-vinda pelo porta-voz do governo local, Zaw Htay.

O ARSA foi criada em outubro de 2016 em nome de mais de 1,1 milhão de pessoas rohingyas que vivem no estado de Rakhine e rotulado como grupo terrorista pelas autoridades mianmarenses em 25 de agosto deste ano. A minoria é considerada como migrante indocumentada pelo governo e é privada de acesso a serviços estatais vitais, como saúde e educação.

As regras do Facebook proíbem postagens de organizações que a empresa vê como grupos envolvidos em atividades terroristas, violência em massa ou ódio organizado.

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Refugiados, jornalistas e ativistas rohingyas acusaram o Facebook de estar censurando relatos de abusos dos direitos humanos contra a minoria.

"Creio que [o Facebook] está tentando suprimir a liberdade [de] expressão e dissidência em conflito com os perpetradores do genocídio no regime de Mianmar", afirmou o ativista e jornalista Mohammad Anwar, citado pelo The Guardian.

A última onda de violência em Mianmar foi desencadeada no final de agosto, depois de insurgentes muçulmanos de origem rohingya atacarem postos de segurança no estado de Rakhine. Os ataques provocaram uma resposta áspera das autoridades. Centenas de pessoas morreram nos confrontos em curso, enquanto milhares foram forçados a fugir.

O país é o lar de mais de 100 grupos étnicos diferentes, mas a cidadania aos rohingyas é efetivamente negada desde 1982, quando a Lei de Nacionalidade do país foi introduzida. 

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