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Venezuela vai estar no cardápio do jantar de Temer com Trump

© AP Photo / Ramon EspinosaHomens da Guarda Nacional da Venezuela marcham pelas ruas de Caracas em comemoração ao Dia da Independência do país, em 5 de julho de 2016
Homens da Guarda Nacional da Venezuela marcham  pelas ruas de Caracas em comemoração ao Dia da Independência do país, em 5 de julho de 2016 - Sputnik Brasil
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O presidente Michel Temer desembarca em Nova York nesta segunda-feira, para participar da Assembleia Geral da ONU. Um jantar oferecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, será o primeiro item da sua extensa agenda.

O líder norte-americano receberá, além do chefe de Estado brasileiro, os seus colegas Juan Manuel Santos, da Colômbia, e Juan Carlos Varela, do Panamá. O presidente da Argentina, Mauricio Macri, será representado por sua vice, Gabriela Michetti.

"A Venezuela certamente estará no cardápio do jantar", revelou à Sputnik Brasil uma fonte no Itamaraty, e afirmou que "a posição do Brasil sobre a Venezuela é conhecida e foi amplamente divulgada".

A declaração confirma os comentários, divulgados pela imprensa durante os últimos dias, segundo os quais o tema seria o prato principal da refeição multilateral.

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O Professor de Relações Internacionais e historiador Rafael Araújo, autor de dois livros sobre a Venezuela, considera que o encontro entre os líderes faz parte de uma "tentativa de Trump, em conjunto com o governo da Argentina, da Colômbia, do México e do Peru, de criar um diálogo". 

O especialista, no entanto, cobrou uma posição mais ativa de Brasília.

"Está na hora do governo Brasileiro tomar uma postura mais firme, no sentido de impulsionar um diálogo", afirmou o interlocutor da Sputnik.

"Está na hora, de afastar as questões ideológicas, e do Brasil entender que é a grande liderança da América do Sul e tem que ser o grande impulsionador de um grande acordo entre o governo e a oposição. Pois se não houver acordo a gente pode assistir a uma guerra civil na fronteira do Brasil e a uma intervenção norte-americana como na Síria", alertou Araújo.

Na terça-feira, 19 de setembro, Michel Temer abrirá a Assembleia Geral da ONU, mantendo a tradição, desde 1947, segundo a qual o Brasil é o primeiro país a discursar.

Segundo fontes diplomáticas, na quarta-feira, 20, será um dos pontos mais importantes da agenda: a cerimônia de assinatura do tratado sobre a proibição de armas nucleares, que contou com participação brasileira ativa, apesar dos EUA e da Rússia terem ficado de fora.

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