Por que a defesa dos EUA pode não funcionar contra os mísseis de Pyongyang?

© AFP 2022 / Marinha dos EUALançamento de míssil Standard Missile (SM-3) pelo USS Decatur (DDG 73), um destróier da classe Arleigh Burke equipado com o sistema de combate Aegis e operando no Pacífico, em 22 de junho de 2007
Lançamento de míssil Standard Missile (SM-3) pelo USS Decatur (DDG 73), um destróier da classe Arleigh Burke equipado com o sistema de combate Aegis e operando no Pacífico, em 22 de junho de 2007 - Sputnik Brasil
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As sugestões de que os EUA e os seus aliados podem fazer Pyongyang acabar com os mísseis balísticos são ilusórias, escreve o colunista do The National Interest.

"O Comando do Pacífico dos EUA detectou e monitorizou aquilo que consideramos como o lançamento singular de um míssil balístico norte-coreano às 24h00 do horário local (07h00 do Brasil) em 14 de setembro. A avaliação inicial indica o lançamento de um míssil balístico de alcance intermediário (IRBM, em inglês)", afirmou o porta-voz do Comando, Dave Benham. 

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Em declarações ao The National Interest, o diretor para o desarmamento e política de redução de ameaças da Associação de Controle de Armas, Kingston Reif, disse a intercepção de tais mísseis vai ser extremamente complicada. 

"A intercepção de um míssil norte-coreano na trajetória testada, como foi no caso do teste em 29 de agosto do míssil HS-12, é um desafio completamente diferente e ainda mais difícil", sublinhou Reif. 

De acordo com ele, o sistema interceptor SM-3 só foi testado uma vez contra um míssil balístico. O SM3-IIA, desenvolvido pelos EUA, terá maiores capacidades, mas ainda não foi testado. No mínimo, o SM-3 vai ser capaz de interceptar o míssil balístico no meio de seu voo. 

© Foto / United States government work / Marinha dos EUALançamento do Standard Missile-3 (SM-3)
Lançamento do Standard Missile-3 (SM-3)  - Sputnik Brasil
Lançamento do Standard Missile-3 (SM-3)

"Os navios com o sistema AEGIS deslocados no mar do Japão (também conhecido como mar do Leste) e os meios militares existentes no Japão contra os SRBM (mísseis balísticos de curto alcance) e MRBM (mísseis de médio alcance) provavelmente não conseguirão abater um IRBM sobrevoando o nordeste do Japão", expressou Reif. 

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De acordo com ele, a tentativa de abater um míssil balístico norte-coreano seria contraproducente. O problema é que os meios de defesa antimíssil podem ser superados pelo governo norte-coreano, que pode simplesmente lançar um maior número de mísseis. 

"A defesa antimíssil não é um meio de ultrapassar a nossa vulnerabilidade e a dos nossos aliados perante a Coreia do Norte nuclear, que está tomando medidas para evitar os nossos meios de defesa e criar mais mísseis para superar os nossos sistemas de defesa", concluiu o militar norte-americano. 

De acordo com o autor do artigo no The National Interest só resta um método que pode resolver o problema da Coreia do Norte – a via diplomática. 

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