Informante do WikiLeaks, Chelsea Manning afirma não ser uma traidora

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Chelsea Manning disse que não é uma "traidora americana", como os seus críticos alegaram, e que ela fez o que considerou correto.

Os comentários, obtidos com exclusividade pela Associated Press, foram realizados em uma conferência em Nantucket, nos Estados Unidos.

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Manning esteve presa por 7 anos e foi liberada em maio, após receber o perdão presidencial de Barack Obama durante os últimos dias de mandato do democrata. Ela foi encarcerada por vazar documentos secretos dos EUA para o WikiLeaks enquanto trabalhava para as forças militares em Bagdá, no Iraque.

"Eu acredito que fiz o melhor que pude em minhas circunstâncias para tomar uma decisão ética", disse quando perguntada se era uma traidora.

Manning também esteve envolvida em uma polêmica com a CIA e com a Universidade de Harvard recentemente.

Ela havia sido convidada para ser pesquisadora visitante da instituição de ensino. Contudo, diante do protesto do diretor da CIA, Mike Pompeo, Harvard recuou da iniciativa.

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Manning afirmou que o episódio revela um "Estado policial" e que não tem vergonha por ter sido desconvidada. "Eu vejo isso como uma honra como o próprio convite para pesquisadora visitante".

Apesar dos milhares de documentos com informações de bastidores do mundo militar e da diplomacia que o WikiLeaks divulgou, a ex-analista de inteligência acredita que o cenário do debate público sofreu poucas mudanças ou talvez até tenha piorado. 

Para ela, as ruas dos Estados Unidos parecem um "livro distópico".

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