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Sem Brasil: Netanyahu chega para 1ª visita de um premiê de Israel à América Latina

© REUTERS / Jonathan ErnstPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu - Sputnik Brasil
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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu desembarcou nesta segunda-feira em Buenos Aires, onde deu o pontapé inicial em sua visita à América Latina. É a primeira vez que um premiê de Israel faz uma visita oficial à região. E o Brasil está fora da agenda, como vem sendo rotina na gestão de Michel Temer (PMDB).

Pelos próximos três dias, Netanyahu passará por Argentina, Colômbia e México, antes de desembarcar em Nova York, na sexta-feira. A visita marca não só a identificação da região como uma área distinta do conceito de "terceiro mundo", disse o premiê, mas também é uma demonstração de que Tel-Aviv não está isolada, como insiste a oposição local.

"Esta viagem marca uma nova era nas relações entre Israel e a América Latina", disse o primeiro-ministro israelense a jornalistas, momentos antes do pouso na capital argentina, segundo o jornal The Jerusalem Post.

Internamente, o premiê de Israel enfrenta forte crítica diante de investigações a respeito de corrupção. No fim da última semana, a Procuradoria do país apontou que deverá indiciar a mulher de Netanyahu, Sara, por corrupção e fraude. Em meio a um cenário interno de turbulência, ele buscará apoio e acordos vantajosos ao país no exterior.

Netanyahu ficará por dois dias em Buenos Aires, onde se reunirá com o presidente argentino Mauricio Macri e também com o presidente do Paraguai, Horacio Cartes. Há ainda a perspectiva de que acordos comerciais e de cooperação venham a ser firmados com empresários que acompanham a comitiva do primeiro-ministro.

O líder israelense ainda participa de cerimônias em homenagem às vítimas de dois atentados a bomba que atingiram a comunidade judaica na Argentina: o de 1992, na embaixada do país em Buenos Aires, e o ataque contra um prédio de uma organização israelita, dois anos depois, no que foi o pior atentado terrorista registrado no país. Atribui-se ambos os episódios ao Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã.

Menos populismo e velhas feridas

O simbolismo da visita à Argentina vai além das homenagens: as relações bilaterais receberam um impulso, após os governos de Cristina Kirchner expressarem frieza contra Tel-Aviv, em detrimento a um estreitamento das relações com o Irã – um cenário semelhante ao que ocorreu no Brasil ao longo dos governos do PT, com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

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O próprio Ministério de Relações Exteriores de Israel destacou que a "visita histórica" de Netanyahu foi facilitada pela "queda de governos populistas de esquerda" na região. Contudo, o Brasil ficou de fora porque "não se sabia quem seria o presidente" no momento da conclusão da agenda, segundo disse à Folha de S. Paulo embaixador israelense no país, Yossi Shelley.

Contudo, as relações entre Brasil e Israel estão estremecidas há mais tempo, e por outras razões. Há dois anos, o governo brasileiro, liderado por Dilma Rousseff, se recusou a conceder as credenciais ao então indicado por Tel-Aviv para ser o embaixador no país, Dani Dayan. Empresário de origem argentina, Dayan foi um dos dirigentes do movimento dos colonos, que defende os assentamentos na Cisjordânia, o que causa polêmica junto aos palestinos.

Um ano antes, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o Brasil de "anão diplomático", depois de o governo brasileiro retirar seu embaixador como forma de protesto pela ofensiva militar em Gaza.

Desde que Temer assumiu a Presidência, há pouco mais de um ano, o país foi evitado por vários líderes mundiais, entre os quais destacam-se o ex-presidente francês François Hollande, a primeira-ministra alemã Angela Merkel, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence. Até mesmo o Papa Francisco declinou um convite para vir ao país neste ano.

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Fim da viagem

Na quarta-feira, Netanyahu segue para a Colômbia, onde se reúne com o presidente Juan Manuel Santos. O primeiro-ministro israelense ficará apenas três horas no país, antes de seguir para o México, onde terá encontros com autoridades e com o presidente Enrique Peña Nieto. Na sexta, ele segue para os EUA, onde participa da Assembleia Geral da ONU.

Ainda em solo estadunidense, o primeiro-ministro de Israel deverá se encontrar com o presidente Donald Trump, que segue pregando a tese de que um acordo de paz entre israelenses e palestinos é sim possível – e este deve ser um dos temas do encontro, além de discussões em torno das relações bilaterais e o combate ao terrorismo, assunto que Washington e Tel-Aviv indicam ter participação iraniana na região.

De acordo com a diplomacia israelense, Netanyahu pode voltar à América Latina em abril do próximo ano, quando o Peru sediará um encontro regional e Israel foi uma das nações convidadas a participar como visitante.

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