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Especialista: Pyongyang não tardará a responder à criação de 'supermíssil' de Seul

© AP Photo / South Korea Defense MinistrySistema de mísseis sul-coreanos Hyunmoo II (esquerda) e Sistema Tático de Mísseis dos EUA (direita) realizam exercícios conjuntos (Arquivo)
Sistema de mísseis sul-coreanos Hyunmoo II (esquerda) e Sistema Tático de Mísseis dos EUA (direita) realizam exercícios conjuntos (Arquivo) - Sputnik Brasil
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A Coreia do Sul, com permissão dos EUA, está desenvolvendo um "supermíssil". Na opinião de um analista militar, a criação em curso vai mudar o equilíbrio de forças na região, aumentando as tensões ainda mais.

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A Coreia do Sul está tentando criar um "supermíssil" que permita carregar ogivas, capazes de eliminar instalações militares e pontos de comando subterrâneos da Coreia do Norte, informa o jornal Korean Herald, citando fontes militares.

Segundo estas, o governo sul-coreano planeja criar uma nova classe de mísseis balísticos do tipo terra-terra, que possam atingir o território da Coreia do Norte, carregando uma ogiva de até duas toneladas. O jornal chamou o projeto de "míssil Frankenstein" (Frankenmissile, em inglês).

Vladimir Kozin, especialista militar russo e professor da Academia de Ciências Militares, afirmou ao serviço russo da Rádio Sputnik que a criação de um "supermíssil" afetará o equilíbrio de forças na região e levará a uma escalada de tensão ainda maior.

"Não entendo por que [Seul] pede permissão somente aos EUA. É preciso perguntar a todos os 34 países do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, que proíbe entrega e venda de mísseis balísticos de mais de 500 kg a outros participantes do acordo", lembra o especialista.

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Apesar deste míssil ter uma ogiva incendiária e não nuclear, o peso indicado corresponde a 2 mil kg ao invés dos 500 kg permitidos, sublinha Vladimir Kozin, ressaltando que tal míssil pode alcançar qualquer ponto do território norte-coreano.

"Claro que este passo afetará de modo negativo o equilíbrio de forças — Pyongyang não tardará a responder. Tudo isso aumentará a tensão não somente entre as duas Coreias, mas também entre a Coreia do Norte e os EUA", adverte o analista, prevendo que o aumento de atrito entre eles será constatado em breve.

Durante as negociações de 4 de setembro, o primeiro-ministro sul-coreano, Moon Jae-in, e o presidente norte-americano, Donald Trump, concordaram em levantar os limites de peso máximo de ogivas.

Anteriormente, a Coreia do Sul tinha restrição de peso máximo correspondente a 500 kg em ogivas de mísseis balísticos de 800 quilômetros de alcance.

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