Arsenal balístico e nuclear norte-coreano representa ameaça iminente para o planeta?

© REUTERS / KCNAManobras de artilharia em grande escala em homenagem do 85 ͦ aniversário do Exército Popular da Coreia do Norte
Manobras de artilharia em grande escala em homenagem do 85 ͦ aniversário do Exército Popular da Coreia do Norte - Sputnik Brasil
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O lançamento em 29 de agosto de um míssil norte-coreano, que superou uma distância de 2,7 mil quilômetros e caiu nas águas do Pacífico, não revelou praticamente nenhuma nova informação sobre o desenvolvimento do programa balístico da Coreia do Norte, para além do fato de o voo do míssil Hwasong ter sido bem-sucedido.

Tal poderia gerar a ideia que este míssil tem todas as chances de entrar para o serviço do exército, informa o Nezavisimaya Gazeta

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O último teste nuclear subterrâneo da Coreia do Norte pode ser considerado como um novo desafio provocador de Pyongyang essencialmente para Washington, para levar a um conflito direto. 

Indubitavelmente o nível de elaboração, ou seja, de fiabilidade de muitos mísseis continua baixo, como o demonstraram os três últimos lançamentos de projéteis que já estão em serviço. 

Isso faz com que estes lançamentos representem uma ameaça adicional porque não é claro se os especialistas locais serão capazes de controlar o voo com falhas que resultem em alterações da trajetória, se existem sistemas de autodestruição que funcionem em caso de necessidade e se existem sistemas de pré-aviso de lançamentos não autorizados. 

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Existe uma enorme incerteza quanto à possibilidade de os mísseis norte-coreanos serem dotados de ogivas nucleares. De um lado, segundo várias informações, a Coreia do Norte possui de 8 a 12 ogivas nucleares que podem ser instaladas nos mísseis. De outro lado, Pyongyang não as pode utilizar com os mísseis, mas pode instalá-las em bombas aéreas. 

Vale a pena considerar que mesmo os mísseis da classe Scud, Nodong-1 e as suas modificações podem transportar uma carga útil de cerca de 1 tonelada. 

Toda a história recente de desenvolvimento das ogivas nucleares com a utilização de urânio ou plutônio nos países nucleares confirma a possibilidade de desenvolver ogivas deste peso. Nestas condições de completa incerteza, é lógico contar com o pior dos cenários, que prevê a deterioração permanente da situação político-militar na região. 

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