Mídia: em meio à crise dos rohingyas, Israel fornece armas a Mianmar

© REUTERS / Simon LewisA Myanmar border guard police officers stand guard in Buthidaung, northern Rakhine state, Myanmar (File)
A Myanmar border guard police officers stand guard in Buthidaung, northern Rakhine state, Myanmar (File) - Sputnik Brasil
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Segundo a agência de notícias Middle East Eye, Israel está pondo lenha na fogueira com a venda de armamento ao governo de Mianmar, o que dificulta e muito a crise enfrentada pelo país. A informação foi divulgada justamente no momento em que o conflito está ganhando força.

In this photograph taken on May 28, 2015, Rohingya migrant women from Myanmar (L-R) Rubuza Hatu, 21, Rehana Begom, 24 and Rozama Hatu, 23, stand at a confinement camp at Bayeun district in Indonesia's Aceh province after Indonesian fishermen rescued about 400 Rohingya migrants from Myanmar and Bangladesh from a boat on May 20, 2015 off the eastern coast of Aceh. - Sputnik Brasil
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Segundo a agência de notícias Middle East Eye, Israel está pondo lenha na fogueira com a venda de armamento ao governo de Mianmar, o que dificulta e muito a crise enfrentada pelo país. A informação foi divulgada justamente no momento em que o conflito está ganhando força. 

De acordo com grupos de direitos humanos e autoridades de Mianmar, Israel forneceu mais de 100 tanques, barcos a motor e muitas usadas, que são usados pelos militares de Mianmar contra os muçulmanos rohingyas.

O jornal israelense Haaretz informou que, nesta quarta-feira (6), as negociações de armas entre Tel Aviv e Yangon estão em marcha a todo o vapor, apesar dos embargos da ONU e da UE sobre a venda de armas ao país.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal de Justiça de Israel se prepara para considerar uma petição de ativistas que pedem ao governo para impedir qualquer exportação de armas para Mianmar.

A petição foi enviada em janeiro, depois de a delegação das autoridades israelenses terem visitado Yangon para negociar o fornecimento das mesmas ao país em crise.

Porém, Israel não é o único país a fornecer armas para Mianmar.

"No ano passado, o governo do Reino Unido gastou mais de 300.000 libras (R$ 1,2 milhão) dos impostos dos contribuintes para treinar os militares de Mianmar, cujo comandante-chefe, general Min Aung Hlaing, foi bem recebido pelos chefes militares da UE para firma a venda de armas e treinamento", afirmou Penny Green, diretor da Iniciativa Internacional de o Crime de Estado, da Universidade londrina de Queen Mary, citado pelo portal de notícias on-line The Middle East Eye.

Nesta terça-feira (5), o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou para que Mianmar suspenda as supressões violentas contra muçulmanos de origem rohingya, sendo que mais de 120 mil pessoas desta descendência foram forçadas a fugir para o país vizinho, Bangladesh. 

© REUTERS / Simon LewisMuçulmanos de origem rohingya (foto de arquivo)
Muçulmanos de origem rohingya (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
Muçulmanos de origem rohingya (foto de arquivo)
O conflito em Mianmar que ganhou seu segundo fôlego em agosto de 2017, na verdade é uma crise bastante longa: o conflito antigo entre budistas e muçulmanos do país tem sua origem no século XIX.

O último conflito entre os budistas de Mianmar e os muçulmanos rohingyas, que foram amplamente vistos em Mianmar como recém-chegados e proscritos, entrou em erupção no estado de Rakhine em agosto e provocou uma onda de protestos em todo o mundo devido ao uso desproporcional da força pelo governo do país.

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