Furacões são mais frequentes e intensos agora?

© REUTERS / Richard CarsonEfeitos do furacão Harvey em Houston, Texas
Efeitos do furacão Harvey em Houston, Texas - Sputnik Brasil
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As imagens de devastação e morte, que foram causadas por furacões, voltam a agitar o debate se estes fenómenos naturais estariam mais potentes, se comparados aos de alguns anos atrás.

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De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional dos EUA (NWS, sigla em inglês), nesta semana, o furação Irma atingiu categoria 5 com ventos de até 280 km/h. 

Segundo a revista National Geographic, furacões são tempestades tropicais e subtropicais geradas no Atlântico ou no nordeste do Pacífico. Estes fenômenos receberam seu nome do deus do mal que dominou o mar do Caribe. 

Precedido por Harvey e sucedido por José e Katia, Irma é o terceiro furacão da temporada ciclônica no litoral atlântico. Já foi relatada a morte de três pessoas devido ao Irma.

São piores?

Diante dos danos numerosos e das perdas humanas e materiais provocadas pelos furacões, os cientistas tentaram esboçar teorias quanto ao nível de destruição e frequência dos furacões atuais em comparação com os antigos.

Como assinala a edição mexicana La Jornada, o século atual já foi marcado pelo dobro de furacões em comparação ao século passado, enquanto Irma é "um evento sem precedentes, histórico em termos de magnitude e intensidade", segundo a meteorologista Ada Monzón, citada pelo jornal porto-riquenho El Nuevo Día.

© REUTERS / Alvin BaezHomem com guarda-chuvas tenta resistir à força do furacão Irma, em Porto Rico
Homem com guarda-chuvas tenta resistir à força do furacão Irma, em Porto Rico - Sputnik Brasil
Homem com guarda-chuvas tenta resistir à força do furacão Irma, em Porto Rico
Neste sentido, um estudo, realizado pela organização, pressupõe que "os ciclones são cada vez mais destrutivos" e que os danos causados por furacões têm aumentado devido à densidade da população e as construções ao longo do litoral. 

A organização explica que os furacões são "o mecanismo da Terra, utilizado para repartir o excesso do calor dos trópicos para as zonas mais frias".

São mais frequentes?

De acordo com a organização Troposfera, desde 1995 existe um ciclo de maior atividade, similar ao ocorrido entre os anos 40 e 70. 

Em 2005, foram registrados 28 ciclones e 14 furacões – esses números bateram recordes.

© AP Photo / David J. PhillipRuas inundadas em Houston, no Texas, após a passagem do furacão Harvey
Ruas inundadas em Houston, no Texas, após a passagem do furacão Harvey - Sputnik Brasil
Ruas inundadas em Houston, no Texas, após a passagem do furacão Harvey
Quando os furacões e as tempestades alcançam o continente, estes podem causar danos consideráveis, tais como a inundação de Nova Orleans, quando o furacão Katrina atingiu os Estados Unidos em 29 de agosto de 2005.

Os especialistas consideram que estes ciclos de maior atividade de furacões acontecem devido ao movimento das grandes correntes oceânicas.

O especialista norte-americano em ciência atmosférica, Greg Holland, concluiu que o aumento desses fenômenos naturais "está relacionado com o aquecimento global e o efeito estufa", informa La Jornada.

Enquanto isso, o meteorologista norte-americano, citado pela edição Skeptical Science, Christofer Landsea, acredita que, um maior monitoramento de tempestades aumenta a probabilidade de sua detecção, o que faz com que seu registro cresça.

São mais intensos?

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"O Índice do Poder de Dissipação tem aumentado desde meados de 70, por causa das tempestades tanto mais duradores como mais intensas", assegura Kerry Emanuel, professor norte-americano de Ciência Atmosférica e autor de um estudo dedicado ao potencial de destruição de um furacão e sua capacidade dissipadora, cita Skeptical Science.

Kerry estudou a intensidade e duração de 500 tempestades no Atlântico e de outras 800 no Pacífico que ocorreram entre os anos de 1950 e 2004.  

Ele concluiu que, na medida em há mais temperaturas, surgem furacões da categoria 4 e 5 com mais frequência. 

Opiniões contra

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Porém, nem todos concordam com isso. Segundo a edição norte-americana US News, não é à toa que o ex-presidente dos EUA e polêmico ambientalista, Al Gore, afirmou em uma entrevista que desde 1850, em todo o mundo, as tempestades não são mais intensas ou frequentes. 

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, sigla em inglês) acredita que o aumento de furacões estaria relacionado a ciclos naturais normais, ressalta La Jornada.

No entanto, os pesquisadores Greg Holland e Peter Webster destacam, em um relatório publicado no Philosophical Transactions of the Royal Society, que a declaração da NOAA não corresponde a testes científicos.

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