Rússia tem meios de resposta ao reforço do THAAD, afirma cientista político

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A chancelaria russa declarou existir a possibilidade de resposta militar à instalação do sistema antimíssil norte-americano THAAD na Coreia do Sul. Cientista político russo enumera possíveis respostas da Rússia.

"Se tudo continuar acontecendo a ritmos tão alarmantes, em algum momento poderá surgir a questão de reagir em termos militares. Não quero antecipar nada, mas não é possível compreender algo sem o contexto", disse anteriormente o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov.

Ele sublinhou que Moscou se manifestou várias vezes contra estes planos e agora, pelo visto, eles estão sendo acelerados.

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Em julho, os EUA e a Coreia do Sul acordaram implementar o sistema de Defesa Terminal de Área de Alta Altitude (Terminal High Altitude Area Defense, THAAD, em inglês) que é destinado a interceptar mísseis de curto e médio alcance em sua fase terminal. De acordo com o Ministério da Defesa sul-coreano, o raio de alcance destes mísseis não supera os 200 km.

A implementação deste sistema preocupa a China e a Rússia, pois cria perigo para o equilíbrio estratégico na região.

"O melhor meio para responder ao desdobramento do THAAD são os mísseis de curto alcance, e neste caso poderá ser o sistema móvel Iskander. Além disso, temos mísseis de baseamento naval como, por exemplo, o Kalibr, que podem eliminar estes sistemas", disse Aleksei Podberezkin ao serviço russo da Rádio Sputnik.

Para ele, a situação vai atingir esse ponto, porque os norte-americanos já começaram instalando seus sistemas antimísseis no Japão e Coreia do Sul.

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"É que está sendo criada uma ameaça obvia a que não se pode resistir com outros meios. A ameaças técnico-militares tem que se responder com meios técnico-militares", acrescentou ele.

Em 3 de setembro, a Coreia do Norte afirmou ter realizado o teste bem-sucedido de uma bomba de hidrogênio. O Japão e a Coreia do Sul convocaram reuniões de emergência para encontrar meios de conter Pyongyang. A autoridades sul-coreanas anunciaram que o país está considerando a possibilidade de implantar armas estratégicas mais poderosas dos EUA no seu território.

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