Mianmar bloqueia ajuda humanitária da ONU em meio aos confrontos religiosos

© AFP 2022 / Chaideer MahyuddinIn this photograph taken on May 28, 2015, Rohingya migrant women from Myanmar (L-R) Rubuza Hatu, 21, Rehana Begom, 24 and Rozama Hatu, 23, stand at a confinement camp at Bayeun district in Indonesia's Aceh province after Indonesian fishermen rescued about 400 Rohingya migrants from Myanmar and Bangladesh from a boat on May 20, 2015 off the eastern coast of Aceh.
In this photograph taken on May 28, 2015, Rohingya migrant women from Myanmar (L-R) Rubuza Hatu, 21, Rehana Begom, 24 and Rozama Hatu, 23, stand at a confinement camp at Bayeun district in Indonesia's Aceh province after Indonesian fishermen rescued about 400 Rohingya migrants from Myanmar and Bangladesh from a boat on May 20, 2015 off the eastern coast of Aceh. - Sputnik Brasil
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Em meio aos confrontos entre as forças budistas e o povo rohingya, que pratica o islamismo, Mianmar declarou que a atual situação de segurança na região não permite que a ONU distribua ajuda humanitária.

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As autoridades de Mianmar proibiram todas as agências da ONU de fornecer ajuda ao norte do estado de Rakhine, em meio aos confrontos entre budistas e muçulmanos rohingyas, informou na segunda-feira (4) o The Guardian, citando a administração do coordenador residente da ONU em Mianmar.

Na semana passada, rebeldes muçulmanos de origem rohingya atacaram postos de segurança em Rakhine, o que provocou uma resposta dura da parte das autoridades.

"A situação de segurança e as restrições do governo de visitar o lugar nos impedem de distribuir ajuda. A ONU mantém contato com as autoridades para assegurar que as operações humanitárias sejam recomeçadas o mais rápido possível", disse o representante da ONU ao The Guardian, confirmando que as remessas humanitárias ao norte de Rakhine foram suspensas.

Mais cedo, militares de Mianmar afirmaram que quase 400 pessoas teriam morrido nos confrontos entre as forças de segurança do país e os muçulmanos rohingyas. De acordo com as autoridades, entre os mortos estão 370 rebeldes rohingyas, 13 membros das forças de segurança, dois representantes do governo e 14 civis. A violência suscitou várias críticas da comunidade internacional.

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O líder da república da Chechênia, Rússia, Ramzan Kadyrov, comparou os métodos dos militares de Mianmar com as ações dos fascistas, discursando em uma manifestação em apoio aos muçulmanos rohingyas, que decorreu na capital chechena, Grozny, e reuniu mais de um milhão de pessoas.

De acordo com ele, a humanidade ainda não viu um tal ato de crueldade em relação a velhos, mulheres e crianças, enquanto milhares de habitantes do estado birmanês de Rakhine têm sido alvo de violência.

"Os métodos dos militares e monges são mais cruéis do que as ações dos carcereiros nos campos de extermínios fascistas. As autoridades deste país [Mianmar] privaram mais de um milhão de rohingyas do direito à vida", afirmou.

Segundo o líder da Chechênia, um povo inteiro está à beira do desaparecimento, mas "ninguém introduz sanções econômicas nem políticas contra este país".

Os rohingyas são descendentes dos bengalis, transferidos para Rakhine pela administração colonial britânica no século XIX- início do século XX. O conflito entre os muçulmanos rohingyas e os habitantes autóctones do estado, que praticam o budismo, continua há dezenas de anos.

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