Primeiros colonos da América? Esqueleto de 13.000 anos é encontrado no México

CC BY-SA 4.0 / Nick Poole/Thomas Spamberg / Crâneo encontrado na caverna Chan Hol, península de Iucatã (México)
Crâneo encontrado na caverna Chan Hol, península de Iucatã (México) - Sputnik Brasil
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Um esqueleto, que foi encontrado em uma caverna inundada da península de Iucatã (México), poderia ser comprovação da mais antiga presença humana nas Américas.

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Trata-se do esqueleto descoberto em 2012. Na caverna de Chan Hol, localizada próximo à cidade mexicana de Tulum, em Quintana Roo. Segundo a análise isotópica recente, esses ossos têm 13.000 anos, podendo, assim, indicar que humanos chegaram à região durante o Pleistoceno, ou seja, da era Cenozoica.

Há milhares de anos, o sistema de cavernas de Tulum vem sofrendo mudanças dramáticas.

Ao examinar os ossos do esqueleto, os investigadores, liderados por Wolfgang Stinnesbeck, da Universidade Ruprecht Karl de Heidelberg, determinaram que o indivíduo teria morrido quando a caverna ainda era habitat seco.

"No Pleistoceno, o nível do mar correspondia a cerca de 100 metros abaixo do nível atual, deixando grandes partes do sistema de cavernas secas e acessíveis", escreveram os autores da investigação, publicada pela revista Plos One.

Além disso, os cientistas pressupõem que estes fósseis eram de um homem jovem. Se os ossos não tivessem sido roubados depois da publicação das primeiras imagens, teria sido possível determinar seu sexo e idade exata.

Quando e como o continente americano foi povoado?

Atualmente, a teoria dominante entre os históricos diz que os primeiros a povoar as Américas pertenciam à cultura Clóvis, cujos restos foram encontrados nos EUA, México e Venezuela. Todavia, não se sabe como chegaram às Américas (provavelmente vindos da Sibéria), mas de qualquer forma essa cultura indígena surgiu na América há 13.000 anos.

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Assim, o homem cujo seu esqueleto foi encontrado pode ou não pertencer à cultura Clóvis, tendo sido, assim, de outra cultura longínqua em uma escala de tempo.

Vale destacar que o coautor deste estudo, o investigador mexicano Arturo González, do Museu do Deserto, em Saltillo, sugere através da forma dos crâneos encontrados na caverna Chan Hol que seus donos "possuem semelhanças com as pessoas do Sudeste Asiático".

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