Especialista: Não parece, mas a Coreia do Norte deixou a porta aberta para negociar

© REUTERS / KCNANesta foto sem data que foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte em Pyongyang no dia 7 de Março de 2017, o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un supervisou o lançamento de mísseis balísticos das unidades da artilharia de Hwasong das Forças Estratégicas do Exercito Popular da Coreia
Nesta foto sem data que foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte em Pyongyang no dia 7 de Março de 2017, o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un supervisou o lançamento de mísseis balísticos das unidades da artilharia de Hwasong das Forças Estratégicas do Exercito Popular da Coreia - Sputnik Brasil
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As provocações de pequenas escala protagonizadas pela Coreia do Norte ao longo do fim de semana podem ter tido um duplo sentido: de um lado serviram para protestar contra os exercícios conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul; de outro, não procuraram exagerar na tensão.

Segundo especialistas, tal atitude dúbia de Pyongyang pode ser interpretada também como uma forma do governo de Kim Jong-un em enviar uma mensagem a Washington: de que está com disposição para negociar, algo que os EUA já demonstraram também estarem interessados.

Para Kim Dong-yup, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade de Kyungnam, tais provocações dirigidas à Coreia do Sul podem ter sido projetadas para manter Seul "refém", posicionando o Norte favoravelmente em lidar com questões relacionadas à Península da Coreia, bem como em relação aos temas entre Pyongyang e Washington.

"Em meio ao confronto com os EUA, a Coreia do Norte pode estar tentando reter a Coreia do Sul como refém, realizando uma simulação de uma invasão das ilhas e lançando projéteis de curto alcance para impedir que os EUA realizem ações militares", afirmou, em entrevista ao jornal sul-coreano Korea Herald.

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No sábado, Pyongyang lançou três mísseis em direção ao mar do Japão (também conhecido como mar do Leste), a partir da localidade de Kitdaeryong, na província norte-coreana de Kangwon. Os projéteis voaram por pouco mais de 250 quilômetros e, segundo os EUA, dois deles explodiram durante o voo.

No mesmo dia, Kim Jong-un inspecionou uma simulação de invasão contra a Coreia do Sul nas ilhas fronteiriças de Baengnyeong e Yeonpyeong, segundo a TV estatal norte-coreana Korean Central TV. Tais ações aconteceram enquanto Washington e Seul conduzem exercícios militares conjuntos na região, os quais seguem até o próximo dia 31.

Segundo Kim Yong-hyun, professor de estudos norte-coreanos na Universidade de Dongguk, a estratégia de Pyongyang parece clara: "Como o Norte quer negociações diretas com os EUA, pode ter tentado ajustar o nível de provocações e ter conduzido todas elas em pequena escala desta vez".

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse na semana passada que acha possível que a Casa Branca aceite dialogar com a Coreia do Norte "em um futuro próximo". Contudo, Washington quer que o governo norte-coreano interrompa as provocações e aceite negociar um acordo que leve a uma desnuclearização da península.

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