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Incidente envolvendo o destróier John McCain deixou inquietos os aliados dos EUA

CC BY-SA 2.0 / Força Naval de Superfície / 170614-N-DL434-064O destróier USS John S. McCain (DDG 56) da Marinha dos EUA
O destróier USS John S. McCain (DDG 56) da Marinha dos EUA - Sputnik Brasil
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Os EUA não encontraram vestígios de qualquer ciberataque envolvendo o destróier USS John McCain. O cientista político Aleksandr Safonov opinou em uma entrevista ao serviço russo da Radio Sputnik que a atenção acrescida dada pelos EUA e seus aliados ao incidente não é acidental.

A Marinha dos EUA, que está investigando o incidente envolvendo o destróier de mísseis John McCain no estreito de Malaca, até o momento não conseguiu achar provas que o navio tenha sido alvo de um ciberataque.

"Atualmente não há indícios de um ciberataque ou sabotagem, no entanto a investigação vai considerar todas as opções possíveis", escreveu na sua conta no Twitter o chefe de Operações Navais dos EUA, almirante John Richardson.

The U.S. Navy guided-missile destroyer USS John S. McCain is seen after a collision, in Singapore waters August 21, 2017. - Sputnik Brasil
Mergulhadores dos EUA procuram 10 marinheiros desaparecidos depois da colisão
O USS John McCain colidiu com o petroleiro Alnic MC no estreito de Malaca em 21 de agosto quando se dirigia para o porto de Singapura. Após a colisão dez marinheiros desapareceram e outros cinco ficaram feridos. Entre a tripulação do navio-tanque Alnic MC não houve vítimas.

O Comando da Sétima Frota da Marinha dos EUA informou em um comunicado que o casco do contratorpedeiro ficou seriamente danificado.

"Danos significativos no casco provocaram a inundação dos compartimentos contíguos, incluindo camarotes da tripulação, sala das máquinas e sala de comunicações", diz o comunicado.

Este é o segundo incidente neste verão envolvendo uma embarcação americana. Em meados de junho, o destróier USS Fitzgerald colidiu contra um porta-contêineres filipino próximo à costa do Japão. A colisão causou um rombo no casco abaixo da linha de água e fez sete mortos.

Destróier USS Fitzgerald, da Marinha dos Estados Unidos (arquivo) - Sputnik Brasil
Comando do destróier USS Fitzgerald foi demitido após colisão mortífera em junho
Devido à regularidade dos acidentes, o almirante John Richardson decretou a paragem temporária de todas as operações navais.

Segundo Aleksandr Safonov, é o fato de o USS John McCain e os outros navios dessa Frota se destinarem a se oporem à Coreia do Norte que causa tanta polêmica.

"Acredito que as causas do incidente são a 'bagunça' geral que se vive na Sétima Frota, já que este não é o primeiro episódio do gênero que deixou vítimas mortais. Por que esse episódio chama tanta atenção? Porque a principal pergunta que os aliados dos EUA, incluindo a Coreia do Sul e o Japão, estão colocando é: o que vai acontecer se a Sétima Frota, do jeito como é bagunçada, provocar uma crise coreana? Porque o objetivo tanto do John McCain quanto dos outros navios dessa Frota é fazer frente à Coreia do Norte. Creio que se a situação em torno da Península da Coreia não fosse tão tensa, a reação a esses incidentes seria muito menos agitada", resumiu o especialista.

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