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Cientistas criam 'nanoluvas' inéditas para o exército estadunidense no Ártico

© Sputnik / Valeria Yarmolenko Zona ártica (foto de arquivo)
Zona ártica (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Investigadores americanos criaram um nanomaterial capaz de se aquecer até temperaturas confortáveis mesmo nas condições mais severas do Ártico, usando a energia de uma simples pilha do tipo AA. Este material criado para o exército norte-americano foi apresentado na reunião anual da Sociedade Química dos EUA em Washington.

"A maior parte dos uniformes militares foi elaborada há mais de 30 anos. Por isso, os soldados hoje em dia compram cada vez mais roupa de inverno nas lojas civis. Por outro lado, até esta roupa não pode proteger as tropas de queimaduras das mãos e dos pés devido ao frio caso elas desembarquem no Ártico. Por isso, decidimos criar luvas que funcionem em condições extremas", afirmou Paola D'Angelo do Laboratório do Exército dos EUA em Natick.

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A inspiração e exemplo para criar tais "nanoluvas", de acordo com a cientista, foi o trabalho dos seus colegas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que no ano passado desenvolveram dois nanomateriais invulgares — uma camiseta com um "condicionador" internamente instalado que esfria o corpo em 3-4 graus, bem como nanocabos capazes de se aquecerem com a passagem da corrente elétrica e refletir o calor.

Usando ambas estas ideias, os cientistas criaram um tecido de algodão que pode se aquecer até 37 graus em um minuto só, usando apenas uma pilha bem fraca do tipo AA ou até pilhas de relógio.

As luvas feitas de tal tecido serão muito mais leves e finas que seus análogos de lã, couro ou materiais sintéticos, o que permitirá que os soldados lidem melhor com as tarefas em combate.

Este material consiste de três componentes — tecido de algodão, nanofios de prata entrelaçados e uma cobertura polimérica que protege os metais do contato com a água, mas, ao mesmo tempo, deixa passar o ar.

De acordo com os cientistas, os nanofios podem suportar várias lavagens e outra pressão mecânica forte, o que permite usar esta roupa quente em condições de combate.

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Hoje em dia, Paola D'Angelo tenta criar análogos sintéticos deste "nanotecido" que sejam mais resistentes à pressão do que o algodão e juntá-lo a algum outro nanomaterial e hidrogel, que absorve a água e outros componentes do suor. Sua combinação, segundo esperam os cientistas, permitirá usar tais luvas e outras roupas de tecido semelhante em quaisquer condições climáticas.

No futuro, acreditam os investigadores, tais materiais poderão ser usados não só no exército norte-americano, mas também pelos produtores de roupas quentes para a população civil e pelos amadores de passeios em climas extremos.

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