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Iraque admite que soldados torturaram civis em retomada de Mossul das mãos do Daesh

© AP Photo / Felipe DanaAtaque aéreo contra terroristas em Mossul, Iraque
Ataque aéreo contra terroristas em Mossul, Iraque - Sputnik Brasil
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O primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi admitiu, em um comunicado, que durante a ofensiva militar para a retomada de posições na cidade de Mossul "membros da unidade de forças especiais da Divisão de Resposta de Emergência cometeram abusos e violações claras".

Ainda de acordo com o governo iraquiano, todos os responsáveis serão identificados e enfrentarão um processo judicial.

A nota do governo do Iraque aparece meses após a publicação de uma reportagem na revista alemã Der Spiegel. Nela, um fotógrafo registrou imagens de supostas agressões de militares contra a população civil em Mossul, que estava até então nas mãos do Daesh.

Na matéria, intitulada 'Estes não são heróis, são monstros', torturas e outras formas de submissão são mostradas e a autoria recai sobre as forças iraquianas. Diante da denúncia, autoridades iraquianas passaram a investigar os possíveis abusos.

As fotografias captadas pelo fotógrafo independente Ali Arkady mostram civis que, supostamente teriam ligações com os terroristas do Daesh que acabavam de ser expulsos de Mossul, sendo amarrados e, em alguns casos, sendo atirados de telhados.

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A pauta inicial do fotógrafo era justamente enfatizar o trabalho das milícias contrárias ao grupo terrorista, mas a barbárie praticada pelos militares iraquianos mudou a abordagem inicial. Muitas vítimas foram sequestradas e torturadas fora de Mossul, segundo Arkady.

O mesmo fotógrafo afirmou ainda que a unidade em questão, responsável pelos abusos contra civis, teria sido treinada por instrutores dos Estados Unidos. A informação não foi confirmada pelo governo iraquiano.

Em junho, a ONG Human Rights Watch informou que tropas iraquianas abusaram de homens e crianças desarmadas. A organização disse ainda ter provas de que civis teriam sido levados para fora de Mossul, onde foram executados – pelo menos 17 mortes teriam relação com tais assassinatos extrajudiciais.

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