Síria acusa EUA e Reino Unido de fornecerem substâncias tóxicas a terroristas

© REUTERS / Ammar AbdullahMembro da defesa civil respira via máscara de oxigênio depois do ataque na cidade de Khan Shaykhun, na Síria, com alegado uso de armas químicas, 4 de abril de 2017
Membro da defesa civil respira via máscara de oxigênio depois do ataque na cidade de Khan Shaykhun, na Síria, com alegado uso de armas químicas, 4 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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As substâncias tóxicas, que foram encontradas nos armazéns abandonados por terroristas, foram fornecidas pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad, falando durante uma coletiva de imprensa em Damasco.

De acordo com o vice-ministro, as substâncias tóxicas foram descobertas nos armazéns dos militantes em Aleppo e nas zonas libertadas dos arredores orientais de Damasco.

"As munições químicas encontradas […] foram produzidas pela companhia Federal Laboratories no território dos EUA… Enquanto as substâncias tóxicas são de produção das companhias Cherming Defence UK (Reino Unido) e NonLethal Technologies (EUA)", afirmou Faisal Mekdad.

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O vice-ministro sírio lembrou que, conforme a Convenção sobre Armas Químicas, a aplicação de substâncias tóxicas irritantes é permitida somente para combater distúrbios e não pode ser usada em guerras.

"Assim, pode-se afirmar com certeza que os Estados Unidos e o Reino Unido, bem como seus aliados na região, estão apoiando de vários modos as organizações terroristas que atuam no território da Síria violando a Convenção sobre Armas Químicas. Eles estão fornecendo aos militantes não apenas armas, mas também substâncias tóxicas proibidas", acrescentou.

Anteriormente, a coalizão internacional liderada pelos EUA afirmou várias vezes não ter detectado o uso de armas químicas pelo Daesh, mas acusaram repetidamente disso Damasco.

As autoridades sírias, por sua parte, negaram as acusações, afirmando que nunca tinham utilizado armas químicas nem contra terroristas nem contra civis.

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