Boa ideia: ensinar a inteligência artificial a ganhar guerras

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Un jugador de Dota 2 (imagen referencial) - Sputnik Brasil
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Apesar dos alertas sobre os riscos do rápido avanço das tecnologias de inteligência artificial (IA), várias empresas do mundo perseguem a ideia de ensinar as máquinas como operar em caso de situações imprevistas. Por exemplo, nos videogames, aplicando estratégias em tempo real.

A supremacia dos robôs sobre os humanos já foi demonstrada definitivamente no xadrez e, mais recentemente, no jogo go.

Mas, em ambos os casos, se trata de um jogo sem informações escondidas, ou seja, o algoritmo vê todo o "campo de batalha" de uma vez e pode analisá-lo profundamente. Quando aparecem informações ocultas, a IA volta a perder para os jogadores humanos.

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Várias empresas especializadas na aprendizagem de máquinas buscam superar estas limitações, apostando em estratégias em tempo real como "polígono" de suas pesquisas.

Neste sentido, recentemente o algoritmo da empresa OpenAI, fundada pelo conhecido empresário Elon Musk, conseguiu ganhar no videogame Dota 2 contra os melhores jogadores na escala mundial, após duas semanas de autoeducação, afirma o blog da empresa. 

Segundo Musk, a vitória da IA é um marco na história, sendo o primeiro triunfo de um algoritmo em um videogame competitivo que se considera "muito mais complexo que os tradicionais jogos de mesa".

​Vale destacar que o fundador da OpenAI, SpaceX e cofundador de Tesla se expressou contra o avanço rápido das tecnologias de IA.

Como passo seguinte, a OpenAi busca criar uma equipe de "bots" para trabalhar com a equipe de humanos, ensinando-lhes a atuação coordenada em grupo.

Por sua vez, o desenvolvedor do famoso videogame em tempo real Starcraft 2, a empresa Bllizzard Entertaiment, publicou um software para integrar algoritmos de autoeducação com seu videogame a fim de promover as tecnologias de aprendizagem de máquinas.  

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A empresa DeepMind, também especializada em tecnologias de IA, aproveitou a ocasião para conectar uma rede neuronal ao videogame e ensiná-la a jogar. 

No entanto, os primeiros resultados deixam ainda muito a desejar: a rede neuronal, desprovida de qualquer instrução prévia, conseguiu apenas realizar ações básicas. 

Contudo, outros investigadores já alcançaram certos êxitos com as redes neuronais no Starcraft I. Provavelmente é uma questão de tempo uma máquina conseguir vencer um humano num jogo de combates tácticos e gestão de recursos, do mesmo jeito que já aconteceu no caso do xadrez e go.

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