'Sem Rússia, Síria deixaria de existir como Estado'

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensLos ataques de las Fuerzas Aeroespaciales de Rusia contra las posiciones de Daesh cerca de la ciudad siria de Deir Ezzor (archivo)
Los ataques de las Fuerzas Aeroespaciales de Rusia contra las posiciones de Daesh cerca de la ciudad siria de Deir Ezzor (archivo) - Sputnik Brasil
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Vários especialistas explicam que o papel da Rússia na resolução do conflito sírio tem sido fundamental para evitar que o país árabe tenha o mesmo destino dos países que enfrentaram a chamada 'primavera'.

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De acordo com o especialista político, Dmitry Solonikov, diretor do Instituto de Desenvolvimento Contemporâneo da Rússia, se os planos para a "primavera" da Síria tivessem se tornado realidade, a liderança de Damasco teria sido destruída e o próprio país estaria dividido em zonas governadas por diversas tribos e organizações terroristas, que lutariam constantemente para ganhar mais influência.

"Acho que, neste caso, a Síria muito provavelmente deixaria de existir como Estado. Em seu lugar haveria uma ferida constantemente aberta", opinou Solonikov em entrevista à agência russa FAN.

No entanto, o especialista afirmou que nada disso aconteceu porque a Rússia decidiu ajudar a Síria a resolver seu conflito interno.

"A Rússia não traiu seu aliado, que lhe pediu ajuda, a Rússia não votou a favor das sanções. A Rússia tomou o lado do governo legítimo, defendeu a preservação do poder legítimo e do sistema constitucional. Depois disso, os planos para uma "primavera árabe" fracassaram, pelo que parece, definitivamente. O colapso e o caos planejados, certamente não ocorrerão", assegurou o especialista.

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O coronel aposentado, Andrei Koshkin, especialista militar e chefe do Departamento de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Plekhanov, concorda com Dmitry Solonikov:

"Se não fosse pela intervenção da Rússia, a Síria teria experimentado o mesmo que aconteceu com o Iraque e com o governo de Muammar Kadhafi [líder da Líbia], pois os militantes já estavam perto de Damasco […] Seria uma repetição completamente idêntica aos cenários líbio e iraquiano", disse Koshkin.

O especialista notou que, caso isso acontecesse na Síria, o país seria convertido em um campo de batalha, pois os próprios Estados da região dão prioridade aos seus projetos econômicos. Assim, intensificariam ações para dividir a Síria e criar distintas zonas de influência, frisou o analista.

Além disso, Andrei Koshkin afirmou que a decisão da Rússia de atender ao pedido do presidente sírio, Bashar Assad, e deslocar um grupo de aviação da Força Aérea russa para a Síria completamente corresponde às regras tanto do direito internacional como do país eslavo.

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