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Sistemas S-400 e nova Rota da Seda: Turquia se vira cada vez mais para Rússia e China

© REUTERS / Alkis KonstantinidisFoto do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, entre bandeiras do país, em Istambul, dois dias antes do referendo de 16 de abril de 2017
Foto do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, entre bandeiras do país, em Istambul, dois dias antes do referendo de 16 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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Os ministros das Relações Exteriores da China e da Turquia, Wang Yi e Mevlut Cavusoglu, se reuniram em Pequim e concordaram em reforçar a cooperação no combate ao terrorismo.

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Durante a reunião, o ministro das relações Exteriores da Turquia anunciou que "Turquia considera a segurança da China como se fosse a própria". Cavusoglu prometeu que nenhuma organização em  território turco terá liberdade de se envolver em atividades que ameaçam os interesses, a integridade e a soberania territorial chinesa.

Ahmet Gendjehan Babish, diretor do Centro Turco de Estudos Estratégicos, disse em entrevista à Sputnik que essas declarações podem apontar para uma nova direção geopolítica considerada pela Turquia.

"Em primeiro lugar, vale observar que a visita de Mevlut Cavusoglu à China foi realizada à luz de uma forte deterioração das relações entre a Turquia, UE e os EUA. Não há como não se perguntar se Ancara estaria considerando o vetor Rússia e China como uma alternativa para Europa e EUA", disse Babish.

O especialista também notou que Cavusoglu, em seus discursos em Pequim, enfatizou o fortalecimento da cooperação na área de segurança.

Como a Organização de Cooperação de Xangai (SCO) é um tratado de segurança coletivo, seria valido supor que a política externa turca esteja ampliando as suas interações com a organização.

"A SCO, ao contrário da UE, que coloca em primeiro plano os conceitos como direitos humanos e democratização, concentra-se principalmente em questões de segurança nas fronteiras, cooperação econômica e política", explicou Babish.

De acordo com o especialista, os atuais problemas entre a Turquia e o Ocidente se revelaram, em grande parte, graças às diferenças na interpretação do conceito dos direitos humanos e da democratização.

"No entanto, com a SCO esse tipo de problema inexiste, o que torna essa estrutura muito mais atraente para Ancara", acrescentou.

O analista disse ainda que, apesar de tudo isso, a Turquia ainda faz parte da OTAN e está integrada no sistema de defesa aérea da aliança.

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No entanto, Turquia está negociando a compra do sistema de defesa aérea russo S-400. Se esse contrato for assinado, Ancara se aproximaria mais um passo da SCO.

Em julho, o CEO da Corporação Rostec, Sergei Chemezov, disse que as questões técnicas do contrato para o fornecimento dos sistemas S-400 à Turquia foram resolvidas, restando apenas restrições administrativas.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, no final de julho, anunciou que Ankara e Moscou assinaram um acordo guarda-chuva para permitir o fornecimento dos sistemas S-400 Triumf.

Além dos sistemas de defesa aérea, Turquia também está interessada em participar do projeto chinês da nova Rota da Seda.

De acordo com Babish, "Rússia e Turquia estão empreendendo projetos conjuntos colossais no setor de energia". 

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"Além disso, as relações humanas, de comércio e de turismo também estão crescendo. A reunião [com o ministro chinês] também levantou o tema da construção de uma terceira usina nuclear na Turquia, que Ancara pretende construir em conjunto com Pequim", destacou.

O interlocutor da agência enfatizou que tudo isso aponta para o fato de que a Turquia está se aproximando dos países membros da SCO e que "está abrindo novas perspectivas no quadro da sua interação com a Organização de Cooperação de Xangai", concluiu.

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