Coreia do Norte revela que aguarda o regresso de mulheres desertoras ao país

© Sputnik / Ilia PitalevMilitares norte-coreanas durante a parada militar em homenagem ao 60º aniversário do fim da Guerra da Coreia, 2013
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Acredita-se que mais de 1.000 norte-coreanos desertam para a vizinha Coreia do Sul a cada ano.

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Entre 2005 e 2016, 6.473 mulheres que desertaram da Coreia do Norte foram "repatriadas", de acordo com uma divulgação feita pelo governo de Kim Jong-un na sexta-feira (4).

De acordo com um relatório entregue ao Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra Mulheres, a Coreia do Norte declarou que não exerceu nenhuma punição contra as mulheres que regressaram ao país, informa International Business Times.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap disse que o documento divulgado pelos norte-coreanos foi tornado público numa altura em que se espera que a situação da Coreia do Norte seja discutida na ONU em finais de novembro.

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No entanto, segundo relatos, a maior parte dos norte-coreanos que desertam vai para a China e, em seguida, se mudam para o sudeste da Ásia ou ao sul do continente.

Pyongyang disse que as desertoras mulheres eram usadas por traficantes de seres humanos ou que sofriam dificuldades econômicas. "Portanto, a elas não foram aplicadas nenhumas punições legais, e agora elas desfrutam de uma vida estável graças à política benevolente do Estado", se lê no relatório.

O documento também detalha que apenas 33 mulheres foram punidas após terem cometido crimes graves, como tráfico de drogas ou tentativa de homicídio, durante sua estadia no exterior.

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