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Indústrias dos BRICS: um acordo em que todos só tendem a ganhar

© STR/AFPAcordo vai fortalecer cooperação entre pequenas e médias empresas
Acordo vai fortalecer cooperação entre pequenas e médias empresas - Sputnik Brasil
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O plano de ação conjunto, anunciado pelos ministros da Indústria dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), firmado na reunião em Hangzhou, na China, é o tipo de acordo onde todos os países envolvidos só tendem a ganhar. A avaliação é de Aline Ghellere, presidente da Consultoria em Negócios Exteriores (Conex).

Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, a dirigente da Conex — entidade de prospecção de oportunidades em comércio exterior ligada à Universidade de Brasília (UCB) — diz que, depois de fortalecer as relações entre os países-membros do bloco em comércio, cultura, pesquisas e financiamento, com a constituição do Novo Banco de Desenvolvimento, a cooperação chega agora às pequenas e médias indústrias. Um dos objetivos do plano é fortalecer a cooperação entre esses empreendimentos.

Aline diz que o anúncio do plano põe novamente em evidencia a força dos BRICS no cenário internacional, após dois anos em que as economias de Brasil e Rússia enfrentaram uma forte recessão. 

"É um pacto a favor da globalização e que se contrapõe a alguns países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos, e a França, que quase elegeu a Marine Le Pen, também antiglobalização. Os BRICS dão esse passo para fortalecer o micro e o pequeno empresário, os principais beneficiados por essas medidas. Será um grande facilitador para nossa economia, que tem vivido tantos reveses recentemente. Os BRICS correspondem hoje a um terço da produção industrial mundial", diz a presidente da Conex.

Na visão de Aline, a cooperação seria muito proveitosa pelo fato dos países terem indústrias focadas em setores diferenciados, não uma concorrência tão direta. 

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"Por mais que eles tenham diferenças gigantescas, eles têm um certo nivelamento na parte da produção, e cada um tem sua especialidade pontual em certos setores. Acredito que possa ser uma boa possibilidade de intercâmbio de tecnologias e conhecimento para que todos possam se fortalecer juntos."

A presidente da Conex cita a energia como um exemplo dessa cooperação. Aline lembra que a China hoje desenvolve um grande programa de substituição de geração energética, trocando matrizes poluentes como diesel e, em especial carvão, por alternativas mais limpas, como a eólica e solar. "Se a China puder passar todo esse conhecimento para o resto dos BRICS, isso vai ter um impacto muito bom para todo o planeta", finaliza a presidente da Conex, que há 15 anos ajuda empresários brasileiros a se internacionalizarem.

A reunião de Hanghzou, encerrada ontem, antecede o próximo encontro dos BRICS que acontecerá de 3 a 5 de setembro, na cidade de Xiamen, na província chinesa de Fujian.

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