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Caminhoneiros protestam nas estradas contra o aumento de impostos sobre combustíveis

© Foto / STR / AFPGreve dos caminhoneiros, Brasil
Greve dos caminhoneiros, Brasil - Sputnik Brasil
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Os caminhoneiros realizaram nesta terça-feira (1º) manifestações nas principais rodovias do país contra o aumento dos impostos sobre os combustível. O presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (UNICAM), José Araújo Silva, o China, falou com exclusividade à Sputnik Brasil e comentou sobre as dificuldades que a categoria vem passando.

A Polícia Rodoviária Federal registrou protestos pacíficos em pelo menos sete estados — Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goias, Mato Grosso e Bahia. Os caminhoneiros também reclamam da insegurança das estradas e da falta da regulamentação do frete.

De acordo com ele, o aumento no preço dos combustíveis foi sentido imediatamente pela categoria. 

​"Todo aumento que acontece, ninguém repassa pra gente, então é uma briga. Essa negociação de frete é muito difícil […] a gota d'água agora foi esse aumento do PIS/Cofins que chegou a operar a 45 centavos o litro do óleo diesel. É um percentual muito grande e não tem recuperação no frete, não repassa. Então quando vai aumentar, pro nosso frete é muito complicado de se negociar […] essa foi indignação total", explicou José Araújo. 

O presidente da UNICAM afirmou que a pauta dos protestos tem 5 itens. Os caminhoneiros lutam contra o aumento do PIS/Cofins que alterou o valor do óleo diesel, e a favor do projeto de lei 528/2015 que determina uma tabela mínima de frete, além da aposentadoria após 25 anos de serviço na categoria. Outros itens dizem respeito ao aumento da segurança nas rodovias, com a garantia do policiamento rodoviário. 

"A gente sabe que não é fácil o governo aceitar o que a gente está pedindo, mas o difícil é a gente engolir o que nos tá engolindo", disse. 

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