Putin sobe o tom: novas sanções dos EUA são 'cínicas' e destroem a lei internacional

© Sputnik / Aleksei DruzhininPresidente rússo, Vladimir Putin, duranta coletiva de imprensa conjunta com Sergio Mattarella, presidente da Itália
Presidente rússo, Vladimir Putin, duranta coletiva de imprensa conjunta com Sergio Mattarella, presidente da Itália - Sputnik Brasil
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A nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra a Rússia é “extremamente cínica” e são apenas uma forma de Washington buscar vantagens econômicas por meio da política, afirmou o presidente russo Vladimir Putin.

“Será particularmente lamentável porque isso seria um ato de agravamento e cinismo excepcional”, afirmou o líder da Rússia ao analisar a possível implementação das medidas antirrusas por parte da Casa Branca.

“É uma tentativa óbvia [dos EUA] usar suas vantagens geopolíticas na luta competitiva com o objetivo de garantir seus interesses econômicos à custa de seus outros aliados”, emendou Putin, demonstrando irritação com a postura do governo de Donald Trump.

Segundo Putin, a aplicação extraterritorial da legislação dos EUA é inaceitável, pois leva ao colapso do sistema de relações internacionais.

“Quanto à natureza extraterritorial da legislação dos EUA, tenho falado sobre isso há muito tempo, a partir de 2007… Esta prática é inaceitável, destrói as relações internacionais e o direito internacional”, afirmou.

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“Nós nunca concordamos com isso e nunca concordaremos. Quanto à forma como outros Estados reagem a isso, depende do grau de sua soberania e da prontidão para defender seus próprios interesses nacionais”, sublinhou Putin.

“Imprudência”

O presidente advertiu que Moscou já está ficando sem paciência com a “imprudência” de Washington.

“Como você sabe, nosso comportamento é muito moderado, paciente, mas, em algum momento, teremos que apresentar uma resposta. É impossível suportar indevidamente a imprudência em relação ao nosso país”, disse Putin.

Ele disse que Moscou “ainda não viu a versão final (da legislação de sanções dos EUA), é por isso que não temos uma opinião final sobre a questão”. “Mas vemos isso por um longo período de tempo [houve] constantes tentativas de nos provocar”, acrescentou o líder russo.

Putin acrescentou que, como com a expulsão de diplomatas russos dos EUA pela administração extrovertida de Obama, “as sanções são ilegais em termos de direito internacional. Eles violam os princípios do comércio internacional e as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.

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Na terça-feira, foi aprovado pela Câmara dos Deputados dos EUA o último pacote de sanções, visando as principais indústrias de defesa, mineração, transporte marítimo e ferroviário da Rússia.

As restrições também incluem penalidades para as empresas europeias envolvidas em projetos conjuntos de energia da União Europeia (UE) com a Rússia, sendo o gasoduto Nord Stream 2, da companhia russa Gazprom, o alvo mais provável das novas sanções.

As novas restrições impostas por Washington causaram indignação não só em Moscou, mas também em Bruxelas.

Os principais funcionários da UE, incluindo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, criticaram as sanções como unilaterais e uma ameaça à segurança energética europeia, prometendo apresentar medidas de retaliação.

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